Voltar
Meios de transporte

Scooters ganham as ruas de São Paulo

Ágeis e econômicas, elas são excelente opção para quem busca escapar do trânsito nas grandes cidades

Da Redação

01/05/2019 - 4 minutos, 35 segundos


Fotos de Simone Silva que tem uma Scooter Honda que usa para trabalhar e agilizar sua vida. Fotos: Marco Ankosqui
Simone Silva: “Agora, de scooter, levo apenas 40 minutos para chegar ao trabalho”. Foto: Marco Ankosqui

Muito comuns em cidades europeias como Paris (França) e Roma (Itália), onde são vistas como uma opção de mobilidade, as scooters também caíram no gosto do brasileiro, sobretudo dos paulistanos. Fácil de pilotar, pois tem câmbio automático, e com consumo de até 50 km/litro de gasolina, esse tipo de veículo atrai quem procura um meio de locomoção ágil e econômico nas grandes cidades.

As vendas de scooters no Brasil atingiram 67.183 unidades em 2018, crescimento de15,3% na comparação com o ano anterior. Grande parte das vendas se concentra na Região Sudeste (67%), onde estão as maiores áreas metropolitanas, seguida porNordeste (13%) e Sul (11%), segundo dados da Honda, líder do segmento de motos no País.“Quando olhamos para o mercado de scooters da Honda e filtramos pelas dez localidades que mais vendem scooters, temos uma concentração em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife e Fortaleza”, diz Alexandre Cury, diretor comercial da fabricante japonesa.

No ano passado, dois modelos de scooter figuraram entre os veículos de duas rodas mais vendidos no Estado de São Paulo. De acordo com o Detran-SP, foram emplacadas 13.465 unidades da Honda PCX 150, o que lhe garantiu a terceira posição entre as motos mais vendidas no Estado. Na quinta colocação, aparece a scooter NMax 160 da Yamaha, com 6.918 unidades emplacadas.

Fáceis de pilotar

Para atender a essa crescente demanda por mobilidade, as fábricas de motocicletas têm diversificado os modelos à venda no País. Atualmente, há 13 versões à disposição dos interessados, cujos preços vão de R$7.500 a R$55mil (ver quadro a seguir).

As scooters variam quanto ao tamanho do motor e das rodas, além de equipamentos opcionais, como freios ABS, painel digital e faróis de LED. Em comum, todas têm câmbio automático, ou seja, não trazem embreagem nem pedal de marchas, o que torna esses veículos mais fáceis de pilotar do que uma moto.

Essa particularidade, aliás, associada ao ganho de tempo em relação ao transporte público ou mesmo ao transporte individual, faz com que as scooters tenham sido escolhidas por muitas mulheres como a melhor forma de se deslocar com rapidez pela cidade, o que tem feito com que elas possam ter mais tempo para se dedicar à família e ficar com os filhos, como atesta Simone Silva, analista de Admi- nistração de Pessoas, no depoimento acima.

Toda essa praticidade oferecida pelas scoo- ters fez com que Raquel Andrade, 34 anos, op- tasse pela Suzuki Burgman 125 para se locomo- ver entre sua casa no Morumbi e a agência de eventos onde trabalha, na região dos Jardins. “Também gosto do espaço sob o banco para levar mochila, bolsa. Até instalei um baú para aumentar a capacidade de carga”, conta ela.

Baixo consumo

O porta-objetos sob o assento é outra caracte- rística das scooters que facilita a vida de quem usa esse tipo de veículo no dia a dia. Geral- mente, o espaço é suficiente para guardar o ca- pacete e luvas quando se estaciona a scooter, livrando o motociclista de carregá-los consigo.
Outra vantagem apontada pelos usuários é o baixo consumo de combustível. O modelo PCX 150 da Honda, por exemplo, tem sistema que desliga o motor em paradas mais demoradas no semáforo, para economizar gasolina e poluir menos. A scooter de 150 cc roda até 47 km/li- tro de gasolina, segundo medições do Instituto Mauá feitas a pedido da fabricante japonesa.

DEPOIMENTO: Simone Silva, 35 anos, analista de Administração de Pessoas e mãe da Raíssa, 13 anos

“Moro na Estrada do M´Boi Mirim, no extremo sul da capital paulista, uma região com o trânsito complicado, principalmente no horário de rush. Todas as manhãs, levava mais de 1h30 dentro do ônibus lotado para percorrer os 18 km entre minha casa e meu trabalho, na zona oeste da cidade. Na hora de voltar para casa, era o mesmo drama. Não aguentava mais perder tanto tempo no transporte público. Eu tinha carro, mas eu enfrentaria o mesmo trânsito e o custo com um automóvel era proibitivo. Foi quando, em 2012, decidi comprar uma scooter Honda Lead 110.

Eu já sabia andar de moto, mas ficava insegura, porque sou baixinha e tinha medo de trocar as marcas. Gostei da scooter por ser automática. Com isso, reduzi meu tempo de deslocamento pela metade. Agora, levo 40 minutos para chegar ao trabalho e ainda gasto menos com gasolina do que com a passagem de ônibus. O valor que eu gastava por dia com passagem no transporte público agora uso para abastecer minha scooter e dá para rodar a semana toda.

Também gosto muito da praticidade. Como sou mulher, levo um monte de coisa, como capa de chuva, bolsa e sapato, pois tenho que traba- lhar com roupa social, e a scooter permite carregar tudo isso embaixo do banco.
Sem falar que chego em casa mais cedo. Fico menos cansada e estressada do que quando andava de transporte público. Agora, tenho mais tempo para ficar com a minha filha Raíssa, de 13 anos. Já estou no minha quarta scooter, comprei uma Honda PCX 150 zero-quilômetro com ABS no início do ano, e não troco ela por nada. Meu carro fica parado na garagem e só o uso nos fins de semana.

De 1 a 5, quanto esse artigo foi útil para você?
Quer uma navegação personalizada?
Cadastre-se aqui
0 Comentários

Você precisa estar logado para comentar.
Faça o login