Paralisação dos entregadores: trabalhadores pedem melhor remuneração no delivery de comida

O 'breque" dos entregadores deve acontecer nesta segunda-feira e na terça-feira (dia 1/4). Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Há 3 dias - Tempo de leitura: 1 minuto, 4 segundos

Para os entregadores que usam motos e bikes esta segunda-feira, 31 de março, começou ‘quente” em São Paulo e em várias outras cidades do País. Com paralisações previstas para hoje (segunda) e amanhã (terça-feira), entregadores de todo o Brasil realizam o chamado ‘breque nacional’ contra os serviços do iFood, Uber Flash e 99 Entrega.

Paralisação dos entregadores tem quatro reivindiações principais. Saiba quais são:

  • Definição de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida
  • Aumento da remuneração do km rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50
  • Limitação do uso de bikes um raio máximo de 3 km
  • Pagamento integral de cada pedido mesmo quando múltiplas entregas são agrupadas em uma mesma saída

Segundo os entregadores, a remuneração paga a eles é muito reduzida quando se comparada aos lucros destas plataformas. Em 2024, por exemplo, a Uber totalizou uma receita de cerca de R$ 6,77 trilhões.

Já o iFood pretende crescer 50% em receita neste ano, podendo chegar a R$ 1 bilhão, segundo a Forbes.

Em São Paulo, pela manhã, houve uma grande manifestação que reuniu centenas de motos na Av. Paulista. Chegaram a fechar, inclusive, uma das faixas da avenida. Depois, partiram em uma “motociata” até a sede do iFood em Osasco (SP).