Entregadores fazem segundo dia de paralisação, mesmo após reunião com iFood

Entregadores fazem manifestação em frente à sede do iFood, em Osasco (SP), ontem (31). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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Os entregadores por aplicativo entram, hoje (1º) no segundo dia de paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho. O movimento, chamado de “breque dos apps”, teve alcance nacional e mobiliza entregadores em diversas capitais e cidades pelo País, desde ontem (31).

Na capital paulista, a paralisação reuniu centenas de entregadores na Avenida Paulista pela manhã. À tarde, os motociclistas seguiram em “motociata” até a sede do iFood, em Osasco (SP), onde se reuniram com executivos da empresa. De acordo com lideranças do breque dos apps, a empresa não atendeu as reivindicações do movimento.

Procurado, o iFood confirma que se reuniu com representantes dos manifestantes na tarde de segunda-feira (31), no escritório da empresa em Osasco. “Reafirmando sua abertura ao diálogo, foram discutidas as principais demandas apresentadas pelo movimento e ficou acordado que o iFood retornará com devolutivas para as lideranças”, informou a empresa em nota ao Mobilidade Estadão.

Os entregadores reivindicam reajustes na remuneração. Além do pagamento mínimo de R$10 por entrega, R$2,50 por quilômetro rodado, pedem o fim do agrupamento de entregas sem compensação. Para os entregadores de bicicleta, o movimento exige o limite de três quilômetros para as entregas.

Breque dos apps foi sucesso, avaliam líderes do movimento

Apesar de não ter suas reivindicações atendidas, lideranças do movimento avaliou como positivo o primeiro dia de paralisações. “O fato de termos sido recebidos pela empresa mostra a força do movimento”, afirmou Edgar Francisco da Silva, conhecido como “Gringo”. De acordo com vídeo postado nas redes sociais, Silva diz que os próprios executivos do iFood reconheceram a mobilização nacional dos entregadores.

Questionado se a paralisação afetou as entregas de comida pelo aplicativo, o iFood não respondeu ao questionamento do Mobilidade Estadão. Embora a plataforma não assuma publicamente, diversos usuários relataram fretes mais caros e prazos de até duas horas para a entrega de refeições, devido ao menor número de entregadores.

Hoje, a paralisação dos entregadores não deve retornar à sede do iFood. Em vídeos postados nas redes sociais, lideranças do “breque dos apps” afirmaram que irão interromper as entregas em shopping centers e em franquias do iFood.

Os entregadores também já planejam uma nova paralisação para o dia 2 de maio, com o objetivo de manter a pressão sobre as empresas.