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Rally Dos Sertões

Chuva cancela etapa desta sexta-feira no Rally dos Sertões 2020

É a segunda vez que isso acontece esta semana. O contratempo favorece os que estão na frente na competição

Fausto Macieira

06/11/2020 - 4 minutos, 19 segundos


Tempo ruim impede decolagem dos aviões e helicópteros de resgate que fazem a segurança dos pilotos durante a etapa. Foto Cadu Rolim/Shez

A notícia veio logo no início do dia, e foi, err, uma ducha de água fria para os competidores. Mais uma vez em função da chuva, o trecho especial cronometrado de hoje foi cancelado. A falta de visibilidade impede que os aviões e helicópteros de resgate decolem, o que compromete a segurança dos pilotos.

Assim como aconteceu na 3ª etapa, na terça-feira, a caravana do rally segue em deslocamento até a bolha 6, no interior do Maranhão.

Neste sábado teremos a 7ª e derradeira etapa, que  segue do acampamento base até a cidade de Barreirinhas, destino final da 28ª edição do Rally dos Sertões. Serão 515 quilômetros de jornada, sendo 228 km em trecho especial cronometrado, última chance de mudar a classificação geral da competição.

A previsão do tempo para amanhã na região aponta clima parcialmente nublado, com 20% de chance de chuva.

Com o cancelamento da 6ª etapa, o resultado acumulado da modalidade motos está assim:

Geral Motos

1 – #3 – Ricardo Martins (Yamaha) – 17:16:19

2 – #1 – Tunico Maciel (Honda) – 17:20:50

3 – #11 – Bissinho Zavatti (Honda) – 17:27:10

4 – #72 – Vitor Siqueira (KTM) – 17:36:03

5 – #5 – Tulio Malta (Yamaha) – 17:37:11

Classe Moto 1 (preparação livre)

1 – #3 – Ricardo Martins (Yamaha) – 17:16:19

2 – #1 – Tunico Maciel  (Honda) – 17:20:50

3 – #51 – Francisco Oliveira (Husqvarna) – 18:46:42

4 – #56 – Alberto Cunha (KTM) – 20:25:26

5 – #46 – André Gualhardo (Huqvarna) – 20:36:11

Classe Moto 2 (preparação limitada)

1 – #11 – Bissinho Zavatti (Honda)  – 17:27:10

2 – #5 – Tulio Malta (Yamaha) – 17:37:11

3 – #8 – Bruno Leles (Yamaha) – 17:52:44

4 – #10 – Luciano Gomes (Yamaha) – 18:00:325

5 – #75 – Emerson Loth (KTM) – 18:02:46

Classe Brasil (motos nacionais)

1 – #58 – Thiago Veloso Honda) – 18:11:27

2 – #33 – Rafael Espindola (Honda) – 18:42:08

3 – #28 – André Bezerra (Honda) – 18:53:46

4 – #50 – Francisco Pitombeira (Honda) – 19:49:17

5 – #70 – Adão Lemos (Honda) – 20:12:18

Capacetes e superstições

Os capacetes são equipamentos obrigatórios de proteção para todos os motociclistas desde a edição do Código Nacional de Trânsito de 1977.  O uso correto do capacete reduz em 70% o risco de sofrer ferimentos graves na cabeça em caso de acidente.

Para os pilotos de competição, além do fator segurança, que é absolutamente fundamental, os capacetes exibem pinturas que são verdadeiras obras de arte e revelam um pouco da personalidade de cada um.

Já as superstições obviamente não são obrigatórias; elas consistem em rotinas e objetos que deixam alguns pilotos mais tranquilos para enfrentar os riscos das competições. 

Vamos ver o que os pilotos da Honda Racing Brasil têm a dizer sobre esses dois assuntos.

Jean Azevedo
Capacete de Jean Azevedo faz referência aos sete títulos que conquistou no Sertões. Crédito: Marcelo Machado de Melo/Mundo Press

“Todos os equipamentos de proteção são importantes, claro, mas o capacete é o mais importante deles. Tenho uma parceria de longa data com o fabricante, a minha pintura me acompanha há muitas temporadas, apenas alguns ajustes que fui fazendo ao longo dos anos. É uma pintura tradicional, todo mundo que bate o olho em uma imagem, uma foto ou me vê passando sabe que sou eu. Esse capacete em especial já há dois anos tem uma pintura que faz referência aos 7 títulos que conquistei no Sertões, então há toda uma história contada na pintura do capacete”.

“Não sou uma pessoa supersticiosa; não carrego amuletos ou algo assim. Acredito em Deus, peço a proteção dele para estar terminando sempre o rally bem, sem acidentes. O resultado é uma consequência, mas o principal é você terminar o rally inteiro e voltar pra casa. Somos profissionais, todo mundo está aqui para trabalhar em busca do resultado, mas todos queremos voltar para casa a 100% e encontrar a família de novo”.

Júlio ‘Bissinho’ Zavatti
Bissinho Zavatti, piloto da equipe Honda Racing de Rally, no Sertões 2020. Crédito: Victor Eleutério/Mundo Press

“Meu capacete foi desenvolvido junto com o fabricante, e fala da minha carreira. Eu coloquei nele os 4 títulos do Sertões na categoria nacional, isso me marcou muito. Coloquei  também o nome da minha esposa e do meu filho; na parte traseira tem o ‘Z’ do meu sobrenome e não poderia faltar a bandeira do Brasil,  o meu país, do qual tenho muito orgulho. Não tenho superstições, peço a Deus, para me proteger, assim como meus companheiros e todos os pilotos na prova”.

Tunico Maciel
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Tunico Maciel diz que seu amuleto são os treinos, mas leva um Nossa Senhor e um São Bento na hora de acelerar Foto: Marcelo Machado de Melo / Mundo Press

“Tive a ideia de agradecer a todas as pessoas que me ajudaram no início da carreira, antes dos títulos. Eu queria por o nome de vários amigos que eu considero muito, mas não iria caber. Coloquei também a minha família, que é muito unida. As cores eu puxei do meu capacete normal, que são rosa, verde, branco e umas partes pretas. Achei que ficou muito bonito. Meu maior amuleto são os treinamentos, que me deixam forte e confiante. Eu tenho uma Nossa Senhora que o cozinheiro da equipe me deu e eu sempre carrego comigo junto com um São Bento, presente de um amigo. Carrego sempre Deus no coração, sou devoto de N. S. Aparecida, mas digo que Deus ajuda quem acorda cedo e faz o que ama”.

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