Mobilidade para quê?

A nova geração pede passagem

Na edição deste ano, assistimos a mais um ciclo de renovação na Stock Car Pro Series

3 minutos, 11 segundos de leitura

07/07/2021

Por: Alan Magalhães

Da esq. para a dir.: Guilherme Salas, Bruno Baptista, Guga Lima, Pedro Cardoso, Gabriel Casagrande, Gaetano Di Mauro e Gustavo Frigotto. Foto: Foto: Duda Bairros | Vicar

O automobilismo é um esporte que sempre despertou discussões acaloradas; afinal, seus “atletas” dependem de uma máquina para desempenhá-lo. Não de uma raquete, um par de tênis, uma touca ou uma bola, mas de uma máquina, e bem sofisticada.

Esse conjunto piloto/carro tem de estar afinado, assim como um cavaleiro e seu cavalo num circuito de obstáculos. A Stock Car Pro Series é uma das mais equilibradas categorias do mundo, e isso se deve ao desenvolvimento extremo desses conjuntos. As equipes se esmeram cada vez mais na preparação dos carros e, claro, querem ter os melhores jóqueis – ou, melhor, pilotos –, à disposição. Oriundos de categorias de base, a cada ano uma nova safra desponta, querendo ir mais longe. Se o topo da pirâmide é alto e estreito, fica claro que não cabe muita gente por lá.

O tempo passa

Durante muito tempo, os mesmos nomes dominaram a Stock Car brasileira: Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Affonso e Zeca Giaffone, Alencar Júnior, Chico Serra, Marcos Gracia, Wilsinho Fittipaldi, entre outros. No início dos anos 2000, coincidentemente quando a categoria começava a se profissionalizar de verdade, ela foi invadida por uma turma que chegava para encarar o que eles chamavam, na época, de dinossauros. E o piloto que exemplificava isso era Cacá Bueno, que estreou em 2002. Nessa esteira de renovação, vieram Giuliano Losacco e Thiago Camilo, no ano seguinte, Ricardo Maurício, em 2004, Allam Khodair, em 2005, Átila Abreu, Júlio Campos e Marcos Gomes, em 2006, e Daniel Serra, em 2007. Note que, no meio dessa “molecada”, Gomes e Serra eram filhos de dinossauros.

Eram pilotos que passaram pelo kart, por categorias de monopostos e desembarcavam na Stock Car, à exceção de Cacá Bueno, que construiu sua carreira nos carros de turismo. Cacá somaria cinco títulos; Daniel Serra e Ricardo Maurício, três; Losacco, dois; e Marcos Gomes, um. E, agora, chega, em peso, uma nova safra, cujos expoentes são Gabriel Casagrande (26 anos), Bruno Baptista (24), Guilherme Salas e Gustavo Frigotto (26), Pedro Cardoso (21), Guga Lima (24) e Gaetano Di Mauro (23).

Jovens e com bagagem

O paranaense Casagrande é o mais bem colocado, entre eles, na tabela: vice-líder. Com cinco vitórias na Stock Car, e sério candidato ao título deste ano. “Este é o melhor início de ano para mim. Vou colocar essa pulga atrás da orelha dos veteranos”, brincou. Já Guilherme Salas, que compete desde os 7 anos de idade e é visto como um prodígio do esporte, vê 2021 como sua melhor oportunidade até agora, na categoria.

Bruno Baptista também já mostrou a que veio. Começou no kart com 13 anos e, aos 17, foi direto para a Fórmula 4 Sul-Americana, em que foi campeão. Depois, a Fórmula Renault Europeia e a Toyota Series, antes da GP3, que era categoria-base da Fórmula 1. “Eu estava na vice-liderança da Stock Car até a segunda etapa, e um problema técnico nas duas últimas provas me fez cair para o décimo lugar. Não é fácil encarar os nomes consagrados da categoria; na verdade, é uma honra disputar com eles.”

Outro nome que desponta forte é o de Gaetano Di Mauro, que, por pouco, não fica fora da temporada. “Quase não alinho na primeira corrida. Um pool de empresários viabilizou minha participação na semana da abertura do campeonato e saí dela na vice-liderança. O resultado atraiu mais patrocinadores, e, agora, vou em busca de conquistas maiores.” Frigotto chega com a experiência de cinco temporadas na Stock Car Light. Pedro Cardoso é nome consolidado no kart e Guga Lima usa a experiência adquirida na Fórmula Renault e na Fórmula 3.

A média de idade dos 32 pilotos da Stock Car é de 34 anos; desses “babies dinossauros”, 24. A caçada começou.

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