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Coasting, a nova e segura ‘banguela eletrônica’

Função ajuda a economizar combustível e reduzir emissões

2 minutos, 47 segundos de leitura

23/06/2022

Foto: Getty Images

Motoristas mais experientes já ouviram falar da “banguela”, método popular para economizar combustível ao deixar o carro com o câmbio em ponto morto na descida de um trecho. Atualmente, o coasting (navegando, em tradução livre) é uma função que cumpre a mesma tarefa de forma segura

A chamada ‘banguela’ era perigosa porque superaquecia os freios, diminuindo a eficiência dos mesmos. Automóveis com motores dois tempos (como o DKW, no Brasil) possuíam um sistema chamado roda livre, que simulava a banguela de forma mecânica e segura, mas a ideia não vingou.

Há alguns anos, porém, por conta da preocupação ambiental, as montadoras retomaram o princípio da roda livre e, graças à eletrônica, desenvolveram um sistema capaz de desacoplar o câmbio do motor em determinadas situações, permitindo que o carro rode apenas pela inércia, mas sem correr riscos – a chamada função coasting.

“A função coasting já possui duas gerações disponíveis no Brasil; a primeira, que ficou conhecida como ‘banguela eletrônica’, apenas desacopla o câmbio do motor, fazendo com que o carro siga rodando como se estivesse em [ponto] neutro”, afirma Flavio Guzmán, especialista de marketing de produto da Mercedes-Benz do Brasil.

“Já a nova geração, presente no novo Mercedes-Benz C 300, por exemplo, não só libera o câmbio do motor como o desativa totalmente, proporcionando economia de combustível ainda maior”, esclarece Guzmán.

“Uma grande vantagem do novo sistema é que, mesmo com o motor desligado, equipamentos como o ar-condicionado seguem funcionando, pois têm acionamento elétrico e são alimentados pela bateria de 48V do conjunto híbrido leve.”

Benefícios também em conforto

Outra vantagem da nova geração da função coasting está relacionada ao conforto dos ocupantes. Antes, ao acelerar, o motorista percebia um solavanco quando o câmbio era engrenado (como ocorre ao se tentar fazer o carro ‘pegar no tranco’).

Isso não ocorre nos automóveis com o novo sistema, pois a central eletrônica do carro está sempre monitorando a rotação do motor e faz ajustes para que ele volte a funcionar sempre da forma mais suave possível.

Flavio Guzmán afirma ainda que o coasting tem funcionamento automático, ou seja, não é possível acioná-lo manualmente, e que atua preferencialmente em trechos rodoviários – ou em percursos que permitem velocidades de cruzeiro –, bastando tirar o pé do acelerador para o carro seguir rodando.

A função também pode ser usada em declives, mas a recomendação da fabricante é sempre utilizar o freio-motor, reduzindo uma marcha, nessa situação. Esse recurso é muito mais seguro e proporciona a mesma economia de combustível (além de garantir a carga da bateria de 48V, no caso dos veículos com conjunto motriz híbrido leve).

A economia de combustível e a redução de emissões proporcionadas pela função coasting dependem de diversos fatores, como o estilo de condução de cada motorista, a distância percorrida utilizando o recurso, a quantidade de aclives e declives etc. Mas é inegável que se trata de um importante aliado para aumentar a eficiência dos veículos dotados de motor de combustão interna.

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