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Para que serve a sonda lambda?

Componente controla a mistura ar-combustível do motor do automóvel

2 minutos, 16 segundos de leitura

06/06/2022

sonda lambda
Foto: Getty Images

Imagine um componente capaz de sentir o cheiro dos gases expelidos pelo motor do carro e, ainda, dar importantes dicas sobre o que um computador deve fazer com eles. A sonda lambda exerce essa função, sendo responsável por uma considerável redução da emissão de gás carbônico. 

“A sonda lambda é um componente montado no sistema de exaustão dos gases de escape do motor a combustão interna, com a função de determinar a quantidade de oxigênio remanescente”, diz o engenheiro Marco Barreto, coordenador do curso de mecânica automotiva da Pós-Graduação do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI). 

Ele explica que essa informação é utilizada pela central de controle do motor, permitindo a otimização da relação arcombustível para determinada condição de funcionamento.

Carros menos poluentes

A sonda lambda, também conhecida como sensor de oxigênio, teve papel primordial na indústria automotiva e no desenvolvimento de carros menos poluentes e mais eficientes. Ela começou a ser produzida em série pela Bosch em 1976, atingindo a marca de um bilhão de unidades 45 anos depois.

“Trata-se de um dos sensores mais importantes do sistema de injeção dos veículos, pois é o único capaz de reconhecer a composição da mistura ar-combustível (gasolina, etanol ou diesel), a fim de controlar a quantidade injetada e garantir uma composição otimizada da mistura”, afirma Barreto. 

Economia de combustível

Testes comprovam que uma sonda em bom estado de conservação economiza até 15% no consumo de combustível e melhora o desempenho do motor, além de colaborar com a preservação ambiental. Isso porque ela atua com o catalisador para a emissão de níveis mais baixos de poluentes na atmosfera.

Instalada no cano de escapamento, a sonda lambda monitora a quantidade de oxigênio que está contida no gás expelido pelo coletor de escape e repassa essa informação para a unidade eletrônica de gerenciamento. 

“O sensor de oxigênio é um dos mais importantes componentes que garantem o bom funcionamento do veículo. Vale lembrar que alguns motores estão equipados com dois tipos de sensores, um pré-catalisador e um pós-catalisador, controlando melhor a emissão de poluentes”, ressalta o professor.

É muito importante ficar atento a sinais como o acendimento da luz do sistema de injeção no painel, queda de rendimento do automóvel, dificuldades na partida e falhas no motor, que podem indicar problemas na sonda lambda.A durabilidade do componente é grande, embora seja recomendável revisá-lo a cada 30 mil quilômetros ou quando a luz do sistema de injeção acender no painel.

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