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Compartilhados, eletrificados e carregados: rumo a um futuro sustentável

Por: . 05/04/2023
Inovação

Compartilhados, eletrificados e carregados: rumo a um futuro sustentável

Condutores de veículos de aplicativos e motoristas de vans precisam contar com excelente infraestrutura de apoio e políticas públicas sustentáveis para que descarbonização seja realidade

3 minutos, 43 segundos de leitura

05/04/2023

Condutor de veículo elétrico por aplicativo busca experiência de carregamento similar a veículo a combustão, em termos de tempo e acessibilidade, mas com vantagens econômicas. Foto: Divulgação Siemens

Sigo algumas contas de Instagram de motoristas de aplicativos com veículos elétricos e acompanho o dia a dia das corridas. Ali, eu vejo as aventuras que alguns deles têm para carregar seus veículos. Em reportagem publicada em 5 de dezembro de 2022, no caderno de Economia do Estadão, observamos relatos de dificuldades (ou, no português claro, perrengues) que condutores andam enfrentando e corroboram o que eu vi nas redes sociais: filas que duram horas, problemas com a manutenção dos pontos de abastecimento e casos de profissionais retornando para veículos a combustão devido às dificuldades de recarga dos modelos elétricos. Diante disso, como podemos fazer esse cenário mudar a favor da descarbonização e da valorização da nossa matriz energética altamente renovável, um assunto de relevância global e urgente?

Evolução

De acordo com uma pesquisa realizada pela McKinsey & Company, empresa de consultoria norte-americana, até 85% da frota de veículos por aplicativo deverá ser elétrica até 2040, número quatro vezes superior ao estimado para os carros de uso pessoal (21%). Ou seja, essas empresas de transporte e os motoristas de aplicativos devem ser os maiores compradores de carros elétricos no Brasil.

Diante desse cenário de evolução positiva, levanta-se uma questão muito importante para a construção do futuro sustentável do Brasil. Como é que podemos aumentar a infraestrutura para que as cidades se tornem mais inteligentes quando o assunto é mobilidade? Afinal, quando e onde esses veículos serão carregados? Estamos preparados?

Não, ainda não estamos preparados, e aqui eu volto ao tema abordado pela reportagem. É preciso criar uma rede de carregamento compatível com o aumento no mercado que se avizinha e ter políticas públicas como aliadas, incentivando profissionais da mobilidade e empresas para a compra e o uso diário de veículos elétricos.

Além dos ganhos ambientais (redução de carbono), de saúde (diminuição da poluição sonora e no ar), existem benefícios econômicos para essa adoção: estima-se que o motorista de aplicativo com carro movido a eletricidade gasta até 60% menos no custo por quilômetro rodado do que aquele que conduz um modelo a combustão (considerando o custo atual do litro da gasolina e do kWh na cidade de São Paulo).

Parece algo distante, mas, no meu trabalho no dia a dia, já estou vendo respostas a essas demandas. No caso da Siemens, que acredita que o conceito de cidade inteligente está diretamente ligado ao impacto que o transporte causa na vida das pessoas, buscamos oferecer uma experiência ao condutor do veículo elétrico no processo de recarga similar ao que teria no veículo a combustão, em termos de tempo (mínimo de 30 minutos, a depender da carga e da potência do carregador), acessibilidade e conhecimento dos impactos que as emissões trazem ao planeta.

Menos impostos

Ao tratar de economia e tributação, temas igualmente importantes a serem discutidos, ainda temos que avançar bastante. Em países da Europa, por exemplo, os veículos com mais eficiência energética pagam menos impostos e, no Brasil, acontece o oposto. Aqui, um automóvel com motor a combustão, que percorre entre 10 e 12 quilômetros por litro, paga 7% de IPI. Já um carro híbrido, que roda 25 km/l, chega a pagar até 15%. Especialistas de mercado apontam que seria mais coerente se o veículo elétrico pagasse o mesmo IPI que um modelo 1.0 flex.

A pedido de nossos clientes, a Siemens vem realizando estudos para projetar soluções de carregamento para carros elétricos, seja no perímetro urbano, seja em rodovias. Mais recentemente, um novo modelo de negócio entre Siemens e Brasol passou a oferecer um serviço customizado de carregadores de veículos elétricos na modalidade charging as a service (CaaS). Com ele, o cliente do setor industrial ou comercial fica isento da compra e do gerenciamento dos equipamentos da Siemens, que estão sob a responsabilidade da Brasol durante o período de contratação. Ou seja, deixa de investir no ponto de carregamento e paga um aluguel para ter aquela infraestrutura disponível.

Com mais pontos de carregamento, nossas cidades terão menos gargalos e os motoristas de aplicativos e vans poderão circular com maior agilidade pelos trechos urbanos, colaborando para uma cidade mais sustentável.

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