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Avaliação: aceleramos as novas Honda CB 500 F e CB 500 X 2023; assista

Rodamos com a naked CB 500F e a aventureira CB 500X pelas estradas do interior de São Paulo. Com suspensões sofisticadas e freios eficientes, ambas evoluíram no modelo 2023

3 minutos, 34 segundos de leitura

09/07/2022

Por: Arthur Caldeira

Clique acima e veja o vídeo com tudo que mudou nessa dupla de motos de 500 cc da Honda. Fotos: Divulgação/Honda

Criadas como porta de entrada para as motos de alta cilindrada da Honda, a linha CB 500 chegou ao Brasil em 2014. Desde então, os modelos vem evoluindo tanto visual como tecnicamente. Tanto a naked CB 500 F e a aventureira CB 500 X receberam novas suspensões, mais sofisticadas, e freios, mais eficientes no modelo 2023.

O design e o acabamento também foram aprimorados. Linhas mais modernas, com grafismos atraentes e cores variadas, com destaque para a CB 500X pintada com um elegante verde fosco.

O preço também acompanha a evolução dos modelos: a nova CB 500F passa a ser vendida por R$ 39.100 e a CB 500X, por R$ 41.900. 

O motor de dois cilindros, 471 cm³ de capacidade e arrefecimento líquido, também vem melhorando. Na geração passada, que chegou aqui em 2020, o bicilíndrico sofreu mudanças internas que melhoraram a entrega de torque e potência em médios giros.

Na prática, o motor é bastante elástico e ficou mais esperto acima de 3.000 rotações, respondendo prontamente aos comandos do acelerador. A potência e o torque máximos, porém, não mudaram: 50,2 cavalos a 8.500 rpm e 4,54 kgf.m a 6.500 rpm. O consumo é outro ponto interessante: varia entre 26 e 28 km/litro.

Honda CB 500F (à esq.) tem preço sugerido de R$ 39.100; já CB 500X, de R$ 42.100

Nessa nova geração, que já está nas lojas, a Honda investiu na parte ciclística das motos de 500cc. A fabricante japonesa adotou garfo telescópico invertido, na suspensão dianteira. O conjunto da marca Showa com tubos de 41 mm de diâmetro é exatamente o mesmo utilizado nos modelos CB 650, mais caros e potentes, equipados com motores de quatro cilindros.

Uma das vantagens dos garfos invertidos é diminuir o atrito interno das peças internas da suspensão, oferecendo assim um amortecimento mais progressivo. Mas o maior benefício é reduzir o peso suspenso na roda da frente, o que torna a pilotagem mais precisa e, de certa forma, esportiva: mantém a estabilidade nas retas e transmite confiança nas curvas.

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Outra novidade está no conjunto de freios dianteiro. No lugar do disco simples, a Honda adotou discos duplos que aprimoram a frenagem – o sistema ABS já vem de série. Os dois discos na dianteira proporcionam mais equilíbrio, principalmente, em frenagens mais fortes.

Como anda a CB 500F 2023

Além da nova suspensão e do disco duplo, a CB 500F ganhou pinças de freio com fixação radial, na dianteira. O item, normalmente encontrado em motos esportivas, oferece ainda mais firmeza e eficácia na hora de parar os 174 kg a seco da versão naked – o peso é 2 quilos a menos do que a geração anterior.

No evento de lançamento dos modelos no mercado brasileiro, o teste foi realizado no interior de São Paulo, entre as cidades de Campinas e Amparo, região repleta de serras e estradas sinuosas, que colocaram as novidades da linha Honda CB 500 2023 à prova.

Na prática, a suspensão dianteira mais sofisticada melhorou o desempenho da CB 500F em curvas. A frenagem mais precisa ajuda a se aproximar da entrada, com mais equilíbrio, e o garfo invertido deixa a roda dianteira mais firme no asfalto, o que permite contornar as centenas de curvas da região com mais segurança.

Aventureira tem conforto para viajar

No caso da versão aventureira, CB 500X, as suspensões invertidas mostraram sua evolução em um trajeto de cerca de 10 quilômetros por uma estrada de terra. Equipada com roda aro 19, na dianteira, ao invés da roda de 17 polegadas da versão naked, a CB 500X tem mais curso nas suspensões, dianteira e traseira: 150 mm e 132 mm, respectivamente, contra os 120 mm e 119 mm, da versão naked.

Com menos peso suspenso na roda dianteira, em função do novo garfo telescópico, o amortecimento melhor e não transmite ao piloto as oscilações de buracos e pedras em vias não pavimentadas. Os freios não usam pinças radiais, pois, segundo Alfredo Guedes, engenheiro da Honda, em pisos de baixa aderência, a pinça convencional proporciona uma frenagem mais progressiva. “Até o tubo flexível do freio é expansivo, para evitar uma frenagem muito brusca na terra”, explica.

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