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Meios de transporte

Cinco mudanças em mobilidade impulsionadas pela pandemia

Micromobilidade ganha impulso e medidas efetivas de incentivo em vários países

Daniela Saragiotto

15/06/2020 - 3 minutos, 6 segundos


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Micromodais como a bicicleta aparecem como opções mais seguras. Foto: Getty Images

A pandemia da covid-19 tem alterado a dinâmica de vários setores da sociedade no mundo todo. Com a mobilidade ocorre o mesmo: durante o isolamento social ou mesmo em locais que já começaram a retomada gradual das atividades, há uma busca da população e incentivo dos governos por modais como bicicleta e caminhada. No caso específico das bikes, elas têm figurado como meio de transporte seguro e sustentável para manter o distanciamento social e evitar a aglomeração dos transportes públicos. Acompanhe algumas das principais mudanças globais em micromobilidade que temos notícia até o momento.

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1. Bogotá constrói mais ciclovias

A capital da Colômbia implementou uma ampla malha temporária para bicicletas. A estrutura, que em um primeiro momento não pode ser usada para lazer, tem 76 km de ciclofaixas móveis implementadas em corredores e eixos estruturantes da cidade para serem utilizados por quem pedala como meio de transporte, fazendo com que o cidadão opte pela bicicleta no lugar do transporte público.

De acordo com a prefeita de Bogotá, Claudia López Hernández, a medida também ajuda a melhorar a qualidade de ar, já que a poluição tradicionalmente causa uma série de doenças respiratórias sazonais no município e esse panorama pode impactar o colapso do sistema de saúde local.

2. Paris reserva ruas para pedestres e ciclistas

Como parte do plano da capital francesa para o fim da quarentena, que vem sendo implementado desde o dia 11 de maio, a prefeitura decidiu fechar em torno de 30 ruas próximas a escolas, reservando essas vias exclusivamente para pedestres.

A ideia é evitar aglomerações próximo às principais instituições de ensino da capital. Além disso, serão criados 50 km a mais de ciclovias, que serão, em um primeiro momento, provisórias. Algumas das ruas mais movimentadas de Paris serão reservadas apenas para uso de ciclistas e de pedestres, totalizando 50 km de acordo com a prefeita Anne Hidalgo.

3. Redução da velocidade de carros na Bélgica

Na Bélgica, a prefeitura de Bruxelas aprovou um orçamento de meio milhão de euros para melhorar as condições de circulação para os ciclistas, incluindo a criação de 6 mil vagas em bicicletários, além da construção de 40 km de novas ciclovias.

No centro da cidade, o limite de velocidade dos carros foi reduzido de 30 para 20 km por hora, para dar mais segurança aos ciclistas. Outra medida importante: pedestres e ciclistas têm, com essas medidas, prioridade nas ruas e não apenas nas calçadas e em ciclovias.

4. Itália ajuda na compra de bicicletas novas

Na Itália, o governo está oferecendo um bônus de até 60% na compra de uma bicicleta nova, limitado ao valor de 500 euros, para cidades com mais de 50 mil habitantes.

No total, os subsídios oferecidos somarão 120 milhões de euros. Como parte do plano de incentivo a este modal, prefeituras de cidades como Roma e Milão iniciaram planos para construção de 150 km de ciclovias (no caso de Roma), além de 35 km em Milão.

5. Nova era para ciclistas e pedestres no Reino Unido

O governo britânico lançou um pacote de 2 bilhões de libras, o equivalente a R$ 13 bilhões, em iniciativas para ciclistas e pedestres, além de parcerias com empresas de aluguel de bikes e patinetes.

Entre as medidas estão a separação das ciclovias por faixas, que estão sendo chamadas de ‘pop-ups’, alargamento e revitalização das calçadas, além de reprogramação dos sinais nos cruzamentos e corredores exclusivos para bicicletas e ônibus.

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