Meios de transporte

Ciclovia, ciclofaixa ou ciclorrota?

Com número de praticantes do ciclismo em alta, aumenta também a necessidade de conhecer e explorar a estrutura cicloviária da cidade de São Paulo

2 minutos, 51 segundos de leitura

07/07/2021

Por: Daniela Saragiotto

CICLOVIA: pista exclusiva para tráfego de bicicletas isolada de veículos motorizados. Foto: Getty Images

À primeira vista, termos como ciclovias, ciclofaixas ou ciclorrotas podem soar como formas diferentes de falar a mesma coisa. Mas não são: embora sejam espaços para o tráfego de bicicletas – e também de e-bikes, os modelos elétricos desse modal –, há diferenças entre eles, especialmente no que diz respeito à proximidade com outros veículos como carros e motos e, por consequência, da sensação de segurança que transmitem aos ciclistas. Confira, a seguir, as principais características de cada uma delas.

Ciclovias

São pistas exclusivas do tráfego de bicicletas, separadas fisicamente dos veículos motorizados, como de automóveis e motocicletas. Elas podem ter sentido unidirecional (único) ou bidirecional (mão dupla) e as mais conhecidas são as implementadas no meio de canteiros centrais das vias. As ciclovias podem ter um nível diferente em relação às vias, normalmente mais elevado, mas podem, também, ser separadas delas de outras formas, como a do uso de ilhas ou mesmo balizadores (conhecidos como “tartarugas”). Como são segregadas do tráfego, elas são as preferidas por quem está começando a pedalar. 

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não separa a quantidade de quilômetros entre ciclovias e ciclofaixas, de maneira que a cidade de São Paulo registra, no total, 649,4 quilômetros permanentes (de ciclovias e ciclofaixas). Desde 2016, em parceria com empresas e organizações, novas tecnologias foram utilizadas nas contagens automáticas de bicicletas por causa do crescimento desse modal na cidade de São Paulo. Atualmente, existem três contadores fixos, que monitoram, diariamente, as ciclovias da Avenida Brigadeiro Faria Lima, da Rua Vergueiro e, mais recentemente, a partir de agosto de 2019, a da Avenida Dr. Gastão Vidigal. Confira alguns números desses contadores:

Ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima: contabiliza 7.293.422 passagens (entre 8/1/2016 e 8/6/2021)

Ciclovia da Rua Vergueiro: totaliza 4.064.223 passagens (entre 22/9/2015 e 8/6/2021)

Ciclovia da Avenida Dr. Gastão Vidigal: soma 452.467 passagens (entre 22/4/2019 e 8/6/2021)

Ciclofaixas

São vias em que uma parte da pista de rolamento é separada para circulação de bicicletas. As ciclofaixas também podem ser unidirecionais (sentido único) ou bidirecionais (dois sentidos), e são reconhecidas pela pintura de solo, se localizando, normalmente, do lado direito da via. Quando comparadas com as ciclovias, seu custo de implementação é mais baixo, por não serem totalmente segregadas do tráfego. 

Há ainda ciclofaixas ocasionais ou operacionais, como as chamadas ciclofaixas de lazer, que são “transformadas” em locais específicos para bikes em alguns dias e horários, reservando parte da via para esse modal. Essa é uma estratégia de mobilidade urbana muito interessante, principalmente nos dias em que muitas pessoas pedalam, como aos domingos e feriados.

Ciclorrotas

São estruturas mais simples e funcionam como se fossem “sugestões” de vias, como ruas e avenidas, que possuem tráfego mais tranquilo para rotas de bikes. Para saber quais são elas, vale ficar atento a pinturas no chão ou mesmo placas de sinalização indicando a preferência das bicicletas em detrimento dos outros modais, algo que está no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), mas que sempre vale reforçar. De acordo com a CET, são 31,6 quilômetros de ciclorrotas na cidade de São Paulo, espalhadas por diversos bairros.

Fontes: Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Bike É Legal e Aliança Bike

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