Meios de transporte

Como a bike se tornou ferramenta importante para o serviço de entrega

A bike ganhou protagonismo em uma nova frente na cicloentrega, tornando as cidades mais sustentáveis, rápidas e silenciosas

2 minutos, 20 segundos de leitura

25/05/2021

Foto: Getty Images

Desde a minha experiência fora do País, quando fiz intercâmbio em Amsterdã, entendi o quanto a bike pode contribuir para a mobilidade, no ir e vir da faculdade, do trabalho e demais compromissos, além de diversas outras finalidades de deslocamento. E foi com esse olhar que construímos tudo até aqui, desde o início da Tembici. No entanto, entre 2019 e 2020, começamos a observar aumento espontâneo da utilização das bikes compartilhadas para uma nova finalidade, além da de mobilidade: o uso para ciclologística.

Sempre que penso nesse tema, lembro do Zé Lobo, fundador e presidente da Associação Transporte Ativo, ao dizer ser possível utilizar a bicicleta sem necessariamente estarmos pedalando e contando a história que só compra de locais que entregam de bicicleta. Inclusive, existe uma foto famosa dele na janela esperando o seu colchão chegar, trazido por esse modal.

E é essa tendência tão falada pelo Zé que vem apresentando uma crescente e ganhou um novo patamar com o desenvolvimento do setor no momento em que a população precisou evitar sair de casa, sempre que possível. De acordo com pesquisa realizada em 2019 pela Aliança Bike, 65% dos entregadores ciclistas de aplicativos utilizavam o modal para essa finalidade há menos de seis meses. Ainda em São Paulo, a associação que representa o setor, em Campinas, registrou um crescimento de 220% nas entregas feitas com bicicletas em 2020.

Ao acompanhar a demanda latente, começamos a refletir sobre o tipo de produto que poderíamos oferecer para atender a essa nova necessidade das cidades, ou seja, como utilizar a nossa experiência em bikes compartilhadas para desenvolver algo que, de fato, fosse pensado para esse novo uso, que surgiu com diversas particularidades, e, assim, incentivar e valorizar essas entregas sustentáveis. Naquele momento, surgiu a nossa aproximação com o iFood e a concepção do iFood Pedal, projeto pioneiro criado e pensado de forma exclusiva para os entregadores que utilizam bicicleta, lançado no final do ano passado.

Com três pilares principais: bike elétrica (para facilitar a pedalada e aumentar a eficiência da rota, que atualmente já é maior que 25%), ponto de apoio para paradas e descanso e o Pedal Responsa, curso digital de conteúdo formativo e de conscientização, desenvolvido com o apoio do Instituto Aromeiazero, em poucos meses atingimos o dobro de cadastros esperados, chegando à marca de mais de 2 mil entregadores.

Ao olhar tudo isso, deixo uma reflexão sobre esses avanços e quantas novas oportunidades estão surgindo envolvendo o ir e vir nas cidades. A bike continuará servindo à mobilidade, mas também ganhou protagonismo em uma nova frente na cicloentrega, tornando as cidades cada vez mais sustentáveis, rápidas, funcionais e silenciosas.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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