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Meios de transporte

Frenagem inteligente: segurança e redução de emissões em veículos comerciais

Ela atua na linha de transmissão do veículo, usando óleo como meio, absorvendo até 80 % da energia a ser dissipada no momento da frenagem

2 minutos, 51 segundos de leitura

08/01/2022

Frenagem inteligente
Foto: Getty Images

O transporte realizado por caminhões e ônibus tem sido a base de nossa matriz de transporte e, apesar da elevada antiguidade de grande parte da frota, temos observado que a renovação ocorre com maior apelo tecnológico.

Interessante que essa tecnologia embarcada nem sempre é suportada por legislação, mas ocorre pelo simples entendimento dos frotistas de que o investimento em tecnologia pode ter retorno rápido em maior produtividade, disponibilidade do veículo e melhor custo total de propriedade, o chamado TCO. Além disso, a preocupação com meio ambiente é cada vez maior e toda nova solução que reduza as emissões de poluentes tem sido bem-vinda ao mercado.

Quando falamos de segmentos mais pesados, os veículos oferecem motores com níveis de potência e, principalmente torque, cada vez mais altos. Isso permite o transporte de cargas elevadas ou maior capacidade de passageiros. Porém, os freios têm sido cada vez mais exigidos.

Nesse sentido, uma evolução importante também tem ocorrido na capacidade e inteligência de frenagem dos novos veículos. Aqui não devemos considerar apenas o sistema básico de freios, mas principalmente os sistemas de frenagem contínua que são capazes de absorver elevada energia garantindo que os freios convencionais permaneçam frios para oferecer o melhor desempenho possível em condições de emergência.

Como funciona um freio hidrodinâmico

Na categoria de freios de ação contínua, se destacam os freios hidrodinâmicos, conhecidos como retarders. Esses equipamentos atuam através da linha de transmissão, usando óleo como meio, absorvendo até 80 % da energia a ser dissipada no momento da frenagem. Toda essa energia absorvida pelo óleo é dissipada posteriormente através do sistema de arrefecimento do motor do próprio veículo. Isso permite uma efetiva redução no espaço de frenagem de um veículo pesado, reduzindo o risco de acidentes.

Os retarders têm potência de frenagem muito superior à do próprio do motor e são controlados eletronicamente através do comando do motorista, dentro da cabine, ou interligados aos sistemas de frenagem adaptativa automática do caminhão ou ônibus. Essa última funcionalidade garante que o retarder será usado automaticamente quando o sistema de monitoramento de segurança identifica uma redução de distância acima do definido, em relação ao veículo que está à frente.

Esse equipamento permite ainda ação contínua de frenagem em longos trechos de descida oferecendo a possibilidade de uma velocidade maior, mantendo níveis máximos de segurança ao veículo. Essa possibilidade de maior velocidade média em descida garante a operação em trechos planos com velocidades mais econômicas, sem alterar o tempo total de trajeto. O que representa menor consumo de combustível e menor emissão de CO2 para a mesma carga transportada.

Os veículos urbanos, com destaque para os ônibus, que possuem transmissão automática também são equipados com retarder e isso representa redução diária de toneladas de material particulado de freios emitidas nas cidades, contribuindo significativamente ao meio ambiente.

A evolução da inteligência e da capacidade de frenagem é mais uma demonstração da importância que a indústria dá ao desenvolvimento de equipamentos que ofereçam maior  segurança e rentabilidade para o transporte. Com muito mais respeito ao meio ambiente

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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