Meios de transporte

Gerenciamento de risco torna transporte mais seguro

O gerenciamento de riscos ajuda a trazer mais segurança para o transporte de cargas

3 minutos, 50 segundos de leitura

26/11/2020

Por: Andrea Ramos

gerenciamento de risco torna transporte mais público
Getty Images

O gerenciamento de risco que consistia em monitorar e rastrear o transporte de cargas tornou-se fornecedor de informações mais eficientes para a operação logística. Veja o que mudou e quais são as tendências

O transporte e a logística foram alguns dos segmentos que mais se reinventaram nas últimas décadas. De um lado, veículos cada vez mais conectados e, de outro, transportadoras provedoras de soluções logísticas mais inteligentes. Com o gerenciamento de risco não foi diferente.

Essa ferramenta saiu do plano tradicional de monitorar e rastrear o transporte de carga ou mesmo oferecer informações sobre o caminhoneiro. E se tornou um provedor de segurança logística a fim de amenizar riscos em todos os âmbitos da operação.

Diretor comercial e de marketing da Autotrac, Marcio Toscano explica que está ocorrendo uma transformação digital do mercado de transportes e logística. Os sistemas de rastreamento ganharam uma complexidade muito grande. E, agora, além de atenderem às necessidades de gestão operacional da transportadora passaram a incluir muitas funcionalidades. E essas funções cumprem as exigências de toda a cadeia logística. Tais como os embarcadores que, em larga escala, já exigem o controle da telemetria para garantir suas políticas de saúde, segurança e meio ambiente, o chamado SSMA.

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“O gerenciamento de risco saiu do formato tradicional, que consistia em criar um plano, monitorar e rastrear as cargas. E foi para outro patamar, com muito mais tecnologia e eficiência. Hoje, somos fornecedores de informações valiosas para o mercado. O ciclo tornou-se cada vez mais inteligente, online e em tempo real. Com etapas que trazem mais segurança e agilidade para transportadores e embarcadores”, avalia Toscano.

Vice-presidente da Buonny, Eliel Fernandes explica que as gerenciadoras de risco vivem a era da integração digital. As empresas do segmento desenvolveram softwares capazes de concentrar em uma única plataforma todas as tecnologias de gestão de operação da transportadora.

“Por exemplo, um cliente com veículos na frota de variadas marcas pode também atuar com mais de uma marca de monitoramento e rastreamento. Às vezes, esse cliente adquire os sistemas da mesma fabricante de caminhão que ele está comprando. E sua frota é composta por várias marcas de veículos. Como gerenciadora de risco buscamos eficiência na prestação de serviços. E uma das soluções foi integrar todas essas tecnologias em uma única torre”, explica o vp da Buonny.

Essa integração trouxe ganhos à operação. As gerenciadoras conseguem concentrar todo o monitoramento dessa frota em um único mapa da gerenciadora.

Novidades em gerenciamento de risco no transporte

Marcio Toscano explica que uma das novidades mais recentes é uma ferramenta, que, na empresa, é chamada Autotrac Smart Camera. Ela consiste em câmeras embarcadas com gravador digital de vídeos (DVR), integrados à telemetria do rastreador.

Com esse sistema, em cada evento importante durante a viagem e transporte, o cliente recebe um alerta da violação. Além disso, também recebe um streaming de vídeo com as imagens. São quatro câmeras distribuídas no veículo. No caso de uma freada brusca, por exemplo, a câmera frontal traz um trecho de vídeo com os instantes anteriores e posteriores à freada, para que o gestor verifique a causa. Se a frenagem foi causada por animal na pista, pedestre, buraco na pista e outros. Ou se houve alguma colisão decorrente da freada. Outro bom exemplo é o envio de vídeos de dentro da cabine em caso de alertas de abertura da porta do carona.

“A experiência do operador de risco torna-se muito mais completa já que ele literalmente entra na cabine do veículo durante a viagem”, diz o diretor.

Outra ferramenta que está se popularizando rapidamente é o Sensor de Direção Segura (SDS) que controla eletronicamente sinais de fadiga, sonolência, distração (conversa com carona) e uso do celular, dentre outros. Sempre que o SDS percebe um desses comportamentos, o motorista recebe um alerta de voz automático dentro da cabine do veículo. E o cliente recebe um alerta no software indicando o tipo de violação, data, hora, local etc. para que ele possa tomar outras providências. Pode ser desde bloquear o veículo até como reduzir a potência do motor. Para os clientes que possuem câmeras embarcadas, pode-se ainda enviar o vídeo do motorista durante a violação.

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