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Meios de transporte

Venda de consórcio para caminhões em alta

Modalidade cresce acima de 90% no início de 2022

4 minutos, 38 segundos de leitura

18/05/2022

Por: Mário Curcio

Consórcio ganha espaço diante da inflação crescente e avanço nos juros do financiamento. Foto: Getty Images

A venda de consórcios para caminhão cresceu 91,2% no primeiro trimestre de 2022 sobre o mesmo período do ano passado. Foram 35,6 mil novas cotas adquiridas neste ano, ante 18,6 mil do início do ano passado. A informação é da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac).

“Este é um bom sinal e indica que o caminhoneiro está apostando na retomada da economia”, afirma Paulo Roberto Rossi, presidente da entidade. “O consórcio também é uma forma de enfrentar a economia atual, com juros altos, inflação elevada e crédito mais difícil pelo aumento da inadimplência”, recorda o executivo.

De acordo com levantamentos da Abac, as cotas para caminhões vão de R$ 120 mil a R$ 990 mil. “O valor médio é de R$ 390 mil. E o prazo médio de pagamento é de 92 meses”, afirma Rossi.

Um exemplo real se aplica ao um caminhão Iveco Tector 17-280, com crédito de R$ 389.725 pelo consórcio da montadora. Em 120 meses, as parcelas de um plano regular saem por R$ 3.734,72.

“O consórcio é uma boa opção quando o mercado está em uma situação como a atual, com a taxa Selic em 12,75% e os bancos sendo mais criteriosos na concessão de crédito. O cliente pode aguardar o sorteio ou mesmo encontrar o momento certo para a aquisição, dando um lance”, diz Mauro Andrade, gerente-comercial do Consórcio Iveco. O executivo confirma o bom momento da modalidade, que, nos primeiros quatro meses de 2022, anotou alta de 15,4% sobre igual período do ano passado.

Vale dizer que o consumidor contemplado por lance ou sorteio recebe uma carta de crédito que não está vinculada a um modelo específico. Por isso, pode ser utilizada para um veículo diferente: “A cota de um modelo pesado serve para aquisição de um leve e vice-versa”, ressalta Andrade, da Iveco.

Também é possível comprar implementos para caminhão pela modalidade. A indústria de carrocerias Librelato tem planos de 24 a 100 meses, com créditos de 84 mil a R$ 336 mil e parcelas a partir de R$ 615. Sua carreta mais vendida é um modelo basculante, com crédito de R$ 170 mil. As parcelas ficam em R$ 2.744,29 em um plano de 70 meses. “No primeiro quadrimestre, o Consórcio Librelato aumentou em 25% o volume de créditos comercializados”, afirma Manuel Bernardo, gerente-comercial.

Boa opção para automóveis e utilitários

O consórcio também é uma modalidade de venda interessante para veículos leves. Em março deste ano havia 4 milhões de participantes pagando regularmente suas mensalidades. O valor médio das cotas vendidas em março de 2022 para veículos leves estava abaixo de R$ 60 mil, indicando maior demanda por carros pequenos.

“Um plano com crédito de R$ 65 mil e saldo em 80 meses tem parcelas de R$ 1.026,06 na Unifisa”, afirma Thiago Savian, diretor-comercial da administradora de consórcios que atua com planos até 100 meses para automóveis. Savian recorda que as parcelas menores na comparação com o crédito tradicional atraem pessoas físicas e jurídicas. Por isso ele tem como clientes locadoras de veículos leves e de caminhões.

O Consórcio Fiat também trabalha com parcelamento em até 100 meses. De acordo com o site da empresa, um sedã Fiat Cronos 1.3 tem parcelas a partir de R$ 1.136 em um plano de 64 meses. Por ser a líder de vendas do País, a montadora oferece como vantagem maior velocidade na formação de grupos de consórcio, grande número de contemplações e faturamento do carro em até 48 horas.

Os prazos elásticos também tornam o consórcio interessante para utilitários. “A linha Daily responde por 65% das novas cotas que vendemos na Iveco”, afirma Mauro Andrade, referindo-se à linha de comerciais leves da marca. Na lista de planos de consórcio da empresa, um Daily chassi-cabine (que pode receber um baú de alumínio, por exemplo) tem crédito de R$ 155.360. Em 100 meses, as parcelas ficam em R$ 1.786,64.

As prestações do consórcio são reajustadas anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e também poderão ser alteradas pela tabela da montadora.

O beabá dos consórcios

Assim como uma compra financiada traz sempre o pagamento de juros, no consórcio paga-se pela taxa de administração, cuja média cobrada é de 0,15% ao mês (num financiamento, a taxa média de juros está em 1,50% ao mês). Vale dizer que a taxa de administração varia bastante de uma administradora para outra e também de acordo com o tipo de veículo, sendo em regra mais alta para automóveis que para caminhões. Além da taxa de administração há também o fundo de reserva (próximo a 1%), usado em regra para cobrir a inadimplência.

Em alguns casos é cobrada também a taxa de adesão, que pode chegar a 2% do valor do bem e é paga no momento da aquisição do consórcio. Outro termo bem difundido é o lance, quantia extra que o consorciado oferece na tentativa de retirar o veículo sem ter de aguardar o sorteio mensal.

Os planos também trazem itens opcionais como seguro (que cobre situações adversas como doença ou desemprego) e parcelas reduzidas no início do plano. No Consórcio Iveco existe a opção de pagar parcelas reduzidas até a 18ª prestação da linha Daily ou até a 36ª dos caminhões.

Cotas para caminhões vão de R$ 120 mil a R$ 990 mil

Fonte: Abac

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