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Meios de transporte

Visibilidade ao sistema ferroviário amplia possibilidade de crescimento

O transporte sobre trilhos fortalece a mobilidade global

2 minutos, 38 segundos de leitura

08/06/2022

estação de metrô
Investir no deslocamento de passageiros por meio ferroviário é uma necessidade nas grandes metrópoles brasileiras. Foto: Getty Images

Em meados de março passado, um dos maiores eventos do setor metroferroviário da América Latina foi realizado na capital paulista: a 22ª NT Expo – Negócios nos Trilhos – e, concomitantemente, a 26ª edição da Intermodal South America. Juntos, eles trouxeram importantes debates sobre a evolução do segmento, com muitas questões que merecem ser compartilhadas entre entusiastas e estudiosos que acreditam no transporte sobre trilhos, assim como eu, para compreender os avanços da mobilidade.

Com mais de 20 mil participantes, em três dias de debates e análises, os eventos deram visibilidade aos esforços realizados por instituições públicas e privadas para que o Brasil avance na implantação dos sistemas ferroviários. Com base em exemplos de investimentos e projetos capazes de contribuir para a ampliação das linhas ferroviárias, os encontros reforçaram a importância da inserção de novas empresas nesse segmento para garantir o bom desempenho dos sistemas de transporte.

É importante ressaltar que, mesmo no cenário pandêmico, o transporte ferroviário seguiu resiliente. De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), em 2020, o setor apresentou mais de 40 mil postos de trabalhos diretos e indiretos, além de investimentos de R$ 4,8 bilhões, resultando em um expressivo crescimento na frota.

Quase 10 mil quilômetros de expansão

Esses dados ajudam na contextualização da atual situação da malha ferroviária e as possibilidades de desenvolvimento nos próximos anos. Durante a NT Expo e a Intermodal, o Ministério da Infraestrutura afirmou que 27 contratos de autorização de concessão à iniciativa privada já foram assinados, com uma projeção de investimento na margem de R$ 133,24 bilhões para um acréscimo de 9.922,5 quilômetros de novos trilhos à malha ferroviária nacional.

Paralelamente, conferências elucidaram sobre os ajustes fundamentais para o marco legal do segmento de transporte ferroviário de cargas. Os encontros debateram, ainda, o andamento do marco de passageiros, uma iniciativa que viabilizará o retorno de trens regionais para locomoção de pessoas e uma importante alternativa de transporte rápido.

A preocupação com o deslocamento de passageiros por meio ferroviário também foi evidenciada com base nas soluções expostas aos visitantes, como a réplica do Prosper VLT, da Marcopolo Rail, um veículo focado nas aplicações turísticas, intercidades e urbanas, que prioriza a segurança e o conforto no transporte de passageiros, contando com diferentes opções de propulsão.

Além disso, representantes do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) destacaram, respectivamente, os projetos das novas linhas de integração e os investimentos. O case do Veículo Leve sobre Trilhos da cidade de Santos, no litoral paulista, também foi apresentado.

Diante de tantos debates enriquecedores, a lição que fica, para nós, é de que a visibilidade dada ao tema e os constantes debates fortalecem o ecossistema da mobilidade. A malha ferroviária é uma alternativa sustentável de transporte, com baixa emissão de gases poluentes e, acima de tudo, uma solução rápida, eficaz e de alta qualidade.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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