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País necessita de uma cultura que priorize segurança viária

Por: Daniela Saragiotto . 03/05/2023

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País necessita de uma cultura que priorize segurança viária

Tradicional movimento convoca sociedade brasileira a repensar comportamentos e decisões no trânsito

2 minutos, 39 segundos de leitura

03/05/2023

Por: Daniela Saragiotto

Motociclistas, principalmente profissionais que trabalham com entregas, estão entre as maiores vítimas de acidentes de trânsito. Foto: Getty Images

Como acontece todos os anos, o mês de maio chega alertando ao alto índice de acidentes no trânsito brasileiro. Diariamente, 88 pessoas morrem no Brasil por causa de sinistros nas vias, e outros tantos ficam com sequelas, causando sofrimento a milhares de famílias.

Esse chamado nacional vem por meio do Movimento Maio Amarelo, idealizado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), que, em 2023, completa uma década e convida as pessoas para uma reflexão sobre o que pode ser feito para reverter essas estatísticas.

O Maio Amarelo, que já entrou no calendário nacional de órgãos públicos, empresas e sociedade civil de maneira geral, tem como objetivo engajar os cidadãos no desafio de transformar nossa cultura viária.

“Mesmo nos orgulhando ao ver que as pessoas se identificam com o propósito do movimento, sabemos que temos uma longa estrada a percorrer. E a sociedade concorda que é preciso mais do que um mês de trabalho árduo de conscientização: a segurança viária depende de ações tomadas no dia a dia”, diz Paulo Guimarães, CEO do Observatório.

Saiba mais: Maio Amarelo: movimento que salva vidas completa dez anos

Decisões conscientes

Com o tema “No trânsito, escolha a vida”, a campanha irá focar na adoção de comportamentos seguros pelos motoristas, além da cobrança aos demais, como outros condutores, passageiros, ciclistas, motociclistas e pedestres.

É fato, por exemplo, que ainda há muita resistência em relação do uso do cinto de segurança no banco traseiro de automóveis. A edição mais recente da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo IBGE em 2019 e divulgada em 2021, aponta que apenas 54,6% dos brasileiros afirmam sempre utilizar o acessório de proteção quando estão sentados na parte de trás do carro, percentual que é ainda menor do que na zona rural, onde 44,8% afirmam ter esse hábito.

A importância do cinto é inquestionável: estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostra que o cinto de segurança no banco da frente reduz o risco de morte em 45%, e, no banco traseiro, em até 75%.

Contexto atual

Uma das peças da edição deste ano do Movimento Maio Amarelo: convite para as pessoas refletirem sobre suas decisões. Foto: Divulgação Maio Amarelo

O movimento foca os diversos atores que fazem parte do sistema de trânsito e acompanha as tendências: além das autoridades, pedestres, ciclistas, motoristas de carro e motociclistas. Em relação a estes últimos, o aumento nos acidentes tem acompanhado a maior procura pelo modal, principalmente para o trabalho.

De acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) em 2022, foram 24.642 acidentes envolvendo motociclistas no País, o que os posiciona como as maiores vítimas deste tipo de acidente no Brasil.

Principais fatores de risco dos acidentes viários*

  • Velocidade
  • Álcool
  • Dividir a atenção com o celular

Mortes no trânsito no Brasil em uma década*

2014: 120 mortes por dia
2023: 80 mortes por dia

* Fonte: Observatório Nacional da Segurança Viária (ONSV)

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