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Conteúdo original São Paulo Estadão

Mobilidade com segurança

Prefeitura de SP adia processo de concessão da Zona Azul em 40 dias

Entrega de propostas para gestão do estacionamento rotativo estava marcada para esta terça-feira; mudanças também ocorrem no cronograma do leilão do Anhembi e em concessão de terminal de ônibus

Priscila Mengue

08/03/2019 - 2 minutos, 24 segundos


Foto de um carro estacionado, na frente de uma placa sobre Zona Azul
Prefeitura de São Paulo quer conceder Zona Azul por 15 anos. Foto: André Lessa/Estadão

SÃO PAULO – A Prefeitura de São Paulo adiou em 40 dias a entrega de propostas comerciais para a concessão da Zona Azul. A decisão é a terceira mudança no cronograma de ações do pacote de desestatização da gestão Bruno Covas (PSDB) em dez dias, após a prorrogação dos prazos do leilão do complexo do Anhembi e da concessão do terminal de ônibus Princesa Isabel.

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No caso da Zona Azul, a gestão municipal justificou a alteração “em função de novos pedidos de esclarecimentos e melhor entendimento sobre o edital de licitação”. Na última semana, grupos ligados à mobilidade urbana, como o Ciclocidade e o Cidade a Pé, fizeram críticas à concessão. Um dos motivos é que o modelo poderia “limitar reestruturações viárias necessárias para a melhoria da mobilidade”.

A abertura dos envelopes de propostas foi transferida desta terça-feira, 9 , para 20 de maio. Na data, será divulgado o nome da concessionária que fez a maior oferta e que, após análise técnica, será responsável pela gestão do serviço de estacionamento rotativo municipal durante 15 anos.

Empresas nacionais e estrangeiras poderão concorrer na licitação, que selecionará a que apresentar o maior valor de outorga fixa mensal a ser paga à Prefeitura, com valor estimado de R$ 950 mil por mês, além do pagamento de uma outorga inicial de R$ 595 milhões. Junto com outros retornos financeiros, a Prefeitura estima receber R$ 1,3 bilhões em 15 anos.

A seleção considerará, ainda, propostas técnicas para “garantir a melhoria” do serviço. Dentre as mudanças sugeridas, está a utilização de tecnologia automatizada para identificar irregularidades no uso das vagas, criação de aplicativo para informar vagas disponíveis em tempo real e diversificação das formas de pagamento (como, por exemplo, a aceitação de cartão de crédito).

Entre as obrigações do futuro concessionário, estão administração, manutenção e conservação das vagas, fornecimento e instalação do sistema operacional, controle de informações operacionais e transmissão e validação de imagens de irregularidades no uso das vagas, dentre outras. O valor cobrado pelo serviço (R$ 5) será alterado anualmente, de acordo com correção do IPCA.

Leilão do Anhembi e concessão de terminal também têm mudanças

Na semana passada, a Prefeitura também adiou em dois meses a divulgação da empresa compradora do Complexo do Anhembi, na zona norte da capital paulista. O leilão estava previsto para 9 de abril, mas foi transferido para 11 de junho, com realização na B3 (Brasil, Bolsa e Balcão, a antiga Bovespa). A mudança também impacta o prazo de entrega dos envelopes de propostas, que mudou de 2 de abril para 4 de junho.

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