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Conteúdo original Jornal do Carro

Inovação

Brasil terá primeira fábrica de baterias de enxofre do mundo

Empresa britânica vai erguer fábrica de baterias de lítio-enxofre em Juiz de Fora (MG). Tecnologia é mais leve e eficiente que atuais baterias de elétricos

Igor Macário

16/06/2020 - 1 minuto, 45 segundos


O Brasil terá a primeira fábrica de baterias de lítio-enxofre do mundo. A britânica Oxis Energy vai erguer novas instalações em Juiz de Fora (MG), junto à fábrica de caminhões da Mercedes-Benz. A unidade fabril será resultado de um investimento de cerca de R$ 300 milhões e deverá começar a operar em 2023.

As baterias de lítio-enxofre são apontadas como sucessoras das de íons de lítio usadas atualmente. Elas têm maior energia específica, conseguem acumular mais energia em pacotes menores. As unidades de lítio-enxofre são mais leves que as de íons de lítio, o que traz vantagens na aplicação em veículos, por exemplo.

Tanto que um dos primeiros usos foi no avião solar Zephyr 6. O avião bateu recorde de altitude e distância voados por um modelo solar não-tripulado em 2008. Além disso, as novas baterias também tendem a ser mais baratas, já que o enxofre é um material de baixo custo.

A Oxis Energy é uma das desenvolvedoras da tecnologia, ainda produzida em escala reduzida. A fábrica de Juiz de Fora será a primeira linha de montagem em larga escala deste tipo de bateria. Inicialmente, a unidade deverá produzir cerca de 300 mil células por ano.

A Oxis alugou o terreno na área da Mercedes-Benz por 15 anos. Segundo a empresa, a fábrica irá trabalhar em cooperação com a fábrica de ônibus. “Nosso objetivo é ajudar o governo brasileiro a eliminar todos os ônibus com motor a combustão nos próximos 25 anos”, afirmou o CEO da Oxis, Huw Hampson-Jones.

Além dos ônibus, as baterias da Oxis também poderão estar na aviação, defesa, veículos comerciais leves e até embarcações marítimas de grande porte.

Atualmente, o uso em veículos de transporte ainda é pequeno. Em 2016, a própria Oxis desenvolveu um protótipo de motocicleta elétrica com uma empresa dinamarquesa. A scooter seria direcionada ao mercado chinês. Segundo a Oxis, as baterias da scooter pesam até 60% menos do que as equivalentes de chumbo.

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