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Mobilidade para quê?

Como fica a mobilidade em Paris com o fim da quarentena?

Bicicletas ganham destaque como solução para distanciamento social após o fim da quarentena em Paris

23/06/2020 - 3 minutos, 39 segundos


Depois de 55 dias com medidas restritivas de mobilidade, Paris (França) começou um plano de retomada gradual de suas atividades a partir de 11 de maio. Com o fim da quarentena, a capital pode não voltar a ser o que era antes, e isso é uma notícia boa para quem gosta de pedalar, já que a cidade aproveitou a situação para incentivar o uso de bicicletas.

A medida é temporária, para garantir o distanciamento social, reduzindo a pressão sobre o transporte público, mas a solução tem tudo para se tornar duradoura. A ação é fruto de uma cultura de bikes no país, um metrô sem ventilação e decisões políticas que pretendiam desincentivar o uso de automóveis mesmo antes da pandemia.

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Das viagens realizadas cotidianamente na região metropolitana parisiense, 60% são inferiores a 5 quilômetros; essa distância pode ser percorrida em 20 minutos de pedaladas, o que dispensa a necessidade de automóveis.

Além disso, as bicicletas são bastante difundidas na França: para quase 67 milhões de habitantes há 30 milhões de bikes.

Mobilidade com o fim da quarentena

A retomada da mobilidade na capital francesa será controlada. A principal preocupação dos governantes da região metropolitana é criar alternativas de deslocamento para limitar o máximo possível o número de usuários no metrô, além de evitar um retorno maciço ao uso de carros, o que provocaria engarrafamentos e poluição.

Adaptação de vias

Como fica a mobilidade em Paris com o fim da quarentena?
Distanciamento social é um dos pontos fortes da política de reabertura das ruas parisienses. (Fonte: Prefeitura de Paris/Divulgação)

A prefeitura adotou a sinalização com padrões de distância física no espaço público parisiense no chão ou em painéis. A intenção é que os fluxos de pedestres, ciclistas ou carros sejam organizados, respeitando a distância física indicada.

Medidas para desestimular os veículos privados já vinham sendo adotadas antes da pandemia, com o fechamento de ruas, a redução de faixas de trânsito e a diminuição do limite de velocidade, estratégia que pode se tornar permanente após o fim da crise.

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Em cerca de 30 novas ruas, principalmente próximo a escolas, os carros particulares foram banidos, deixando as vias reservadas para pedestres e ciclistas. Essas rotas, porém, permanecerão abertas para veículos de entrega, comerciantes e artesãos.

Medidas no transporte coletivo

Como fica a mobilidade em Paris com o fim da quarentena?
Limite de ocupação no transporte coletivo é adotado para diminuir a possibilidade de transmissão do coronavírus. (Fonte: Prefeitura de Paris/Divulgação)

O maior desafio da mobilidade parisiense na reabertura é o transporte coletivo. Antes do coronavírus, cerca de 5 milhões de pessoas usavam diariamente os sistemas de metrô, trens e ônibus da Cidade Luz.

Em um primeiro momento, o governo local afirmou que a capacidade será limitada a 2 milhões de passageiros, com limite de usuários por veículo, para evitar aglomerações. O uso de máscara será obrigatório para todos acima de 11 anos idade, sob pena de multa em caso de infração.

Incentivo ao ciclismo

Como fica a mobilidade em Paris com o fim da quarentena?
Bicicleta é a melhor solução para a mobilidade urbana durante e após a quarentena. (Fonte: Prefeitura de Paris/Divulgação)

A principal aposta para a mobilidade na cidade são as bicicletas. O governo francês aumentou a rede de ciclovias em 50 quilômetros na região central da Ilha de França; nos subúrbios, foram adicionados mais de 100 quilômetros. Essas novas rotas para bikes se somam aos 371 quilômetros da rede cicloviária já existente na cidade.

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Além disso, o governo anunciou a liberação de 20 milhões de euros para estimular o ciclismo após o fim do confinamento, o que inclui uma subvenção de 50 euros para consertos de bicicletas. Também foi anunciada a ampliação dos locais de estacionamento seguro para esses veículos.

Integrantes do governo defendem uma gratificação de 400 euros por ano para os trabalhadores que fizerem o deslocamento entre a residência e o trabalho de bicicleta. A ação ainda está em debate na sociedade francesa.

Fonte: City Lab, Mobilize, Prefeitura de Paris, Plan Paris

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