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Conteúdo original Summit Mobilidade 2020

Mobilidade para quê?

Como São Paulo está expandindo seu transporte coletivo?

Obras de monotrilho, trem, metrô, ciclovia e corredor de ônibus, além de novas tecnologias, estão entre as ações realizadas

03/03/2020 - 3 minutos, 27 segundos


Obras na Estação Jardim Colonial, na linha 15 — Prata. Fonte: Divulgação Metrô/SP.

Tanto a prefeitura de São Paulo (SP) quanto o governo paulista e as empresas privadas trabalham em, pelo menos, uma dúzia de grandes obras para expandir o transporte coletivo na capital e na região metropolitana. Alguns projetos ainda são resquícios de promessas realizadas para a Copa do Mundo de 2014; outros são novas ideias e de mais simples implementação.

A expectativa para a Copa era que a cidade de São Paulo inaugurasse uma série de obras de transporte coletivo, inclusive a integração dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos antes do início dos Jogos. Seis anos depois, as obras continuam e as previsões de funcionamento vão sendo adiadas.

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O monotrilho em Guarulhos, iniciado em 2011, chegou próximo ao aeroporto em 2018, com a Linha 13 — Jade, mas ainda necessita de uma integração ferroviária com os terminais, prometida para 2021. Em Congonhas, a locomotiva do monotrilho tem previsão de iniciar suas atividades na linha 17 — Ouro apenas em 2022.

Retomada de obras

Como São Paulo está expandindo seu transporte coletivo?
Obras na Estação Jardim Colonial, na linha 15 — Prata. Fonte: Metrô/SP.

O governo do estado tem retomado diversos canteiros de obras importantes para a expansão. A linha 2 — Verde teve seu projeto dividido em dois trechos: o primeiro tem 8,3 quilômetros e oito paradas até a Estação Penha, com as obras devendo começar no primeiro trimestre de 2020 e prosseguir até 2025; o segundo trecho, que prevê a chegada a Guarulhos, ainda depende de expropriações e não há previsão de início.

A expansão da Linha 9 — Esmeralda ganhou novo fôlego com a liberação de recursos por parte do governo federal para a construção da Estação Varginha. A obra na Estação Mendes-Natal, que foi retomada em maio de 2019, também está em estágio avançado. Já a ligação entre as estações Grajaú e Varginha deve começar a operar em 2022.

A situação da Linha 6 — Laranja é um pouco mais complicada. A Move São Paulo, empresa vencedora da licitação para a sua construção, teve problemas financeiros e foi colocada à venda. A construtora espanhola Acciona fechou um acordo para assumir o projeto, mas o contrato ainda deve ser assinado para permitir a retomada das obras em 2020.

Depois de enfrentar diversas dificuldades, o primeiro monotrilho brasileiro de grande porte começou a ganhar ritmo. No fim de 2019, o governo do estado entregou três estações prometidas para 2018 na Linha 15 — Prata. A 11ªestação do sistema, Jardim Colonial, deve ficar pronta em 2021.

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Mas nem todas as obras estão atrasadas. A Linha 5 — Lilás foi quase concluída, com 17 estações e 19,9 km de cumprimento. Para o projeto estar completo, bastam apenas a reforma e a ampliação da Estação Santo Amaro, que teve as obras iniciadas em janeiro de 2020 pela ViaMobilidade. Até o fim de 2020, a Estação Vila Sônia deverá ser inaugurada e integrada com um novo terminal de ônibus, completando a Linha 4 — Amarela.

Planos futuros

A prefeitura de São Paulo deve permitir que todos os ônibus da cidade aceitem cartões de crédito, débito e pré-pagos até o fim de 2020. Um projeto piloto, que foi realizado com 200 ônibus em 12 linhas e envolveu as bandeiras Mastercard e Visa, teve sucesso e será ampliado. A bandeira Elo também deverá ser incluída no serviço. Os pagamentos ocorrem por aproximação (NFC), utilizando o mesmo terminal do Bilhete Único.

Até o fim de 2020, a prefeitura também planeja implantar 9,4 km de novos corredores de ônibus, além de mais de 170 km de infraestrutura cicloviária. O município tem como meta requalificar 1,5 milhão de metros quadrados de calçadas em um novo padrão para a cidade, que ainda será definido. Com esses investimentos, São Paulo espera reduzir em 13,7% o índice de mortes no trânsito, de 6,95 para 6 óbitos a cada 100 mil habitantes.

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