Mobilidade para quê?

Motociclista quebra recorde ao atravessar 11 países em 24 horas

Italiano Valerio Boni rodou 2.003 km entre a Suécia e a Itália no dia do solstício de verão, no hemisfério norte

2 minutos, 37 segundos de leitura

24/06/2021

Por: Arthur Caldeira

Valerio Boni pilotou uma MV Agusta Turismo Veloce de 800 cc e 110 cv de potência. Fotos: Divulgação/MV Agusta

O motociclista e jornalista italiano Valerio Boni entrou para o Guinness Book, o livro dos recordes, ao cruzar 11 países em menos de 24 horas. Seu recorde foi o de mais países visitados de moto nesse intervalo de tempo.

Ao guidão de uma MV Agusta Turismo Veloce Lusso, Valerio partiu da Suécia e passou pela Dinamarca, Alemanha, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça, Liechtenstein, Áustria até chegar à Itália.

A moto, uma aventureira esportiva, garantiu conforto e desempenho para completar o desafio e bater esse recorde de moto. Além de seu motor de três cilindros em linha, 798 cm³ e 110 cv de potência máxima.

A viagem começou oficialmente às 17h38, do dia 21 de julho, como prova o recibo de um posto de gasolina em Malmö, na Suécia, onde o motociclista fez o primeiro abastecimento. A data não foi escolhida por acaso: 21 de julho foi o solstício de Verão, o dia mais longo no hemisfério norte com 17 horas de luz solar.

As paradas foram apenas para abastecimento

Além de estabelecer o novo recorde mundial de 11 países em menos de 24 horas. A viagem também rendeu ao aventureiro a certificação SaddleSore 2000 da Iron Butt Association, “os pilotos mais duros do mundo”, por ter percorrido 2.000 km em apenas um dia.

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A viagem

Mesmo sendo o início do verão na Europa, o motociclista enfrentou condições meteorológicas adversas no caminho. Após um incomum dia quente na Suécia, uma brisa agradável acompanhou Boni enquanto cruzava a ponte Oresund para a Dinamarca. Um pôr do sol espetacular na fronteira alemã esperava o motociclista antes de uma noite de fortes chuvas. O sol finalmente reapareceu por volta do meio-dia do dia seguinte, quando as temperaturas aumentaram.

Valerio manteve média horária de 90 km/h

Se por um lado a velocidade média necessária para atingir o objetivo não era muito alta, por outro, as obras nas estradas, o tráfego e os rígidos limites de velocidade não deixavam muita folga, muito menos tempo para sentar e relaxar.

Nas primeiras cinco horas, Boni conseguiu manter uma velocidade média de 100 km/h e se adiantar na agenda planejada – a meta era manter uma média horária de 90 km/h. Mas, inexplicavelmente, o tempo extra se foi e o motociclista não conseguiu fazer paradas para descansar ou deixar o motor esfriar. O computador de bordo da moto aventureira esportiva italiana apontou que o motor de três cilindros em linha ficou ligado por mais de 23 horas.

Ao chegar a Schiranna (Itália), o hodômetro da moto marcava 2.003 km

Um incidente inesperado na Holanda, onde havia uma estrada bloqueada, complicou ainda mais a situação. O desvio encurtou o percurso e obrigou o motociclista a diminuir a velocidade, colocando o recorde em risco.

Mas o momento da verdade aconteceu em Schiranna, cidade italiana onde fica a sede da MV Agusta, e destino final do desafio: a distância oficial registrada foi de 2.003 quilômetros, ou seja, missão cumprida e recorde mundial estabelecido.

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