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Mobilidade para quê?

Motos diminuem trânsito e emissão de poluentes

Além de contribuir para a melhora da mobilidade nas grandes cidades, elas reduzem as emissões de CO2 na atmosfera

19/02/2020 - 2 minutos, 58 segundos


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As motos representam uma ótima solução para o trânsito das metrópoles. Foto: Mario Villaescusa/Infomoto.

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Enfrentar filas de trânsito todos os dias para ir ao trabalho é rotina para o brasileiro que vive nas grandes cidades. A capital paulista, maior vítima dessa mazela urbana, registra média de 66 e 86 quilômetros de congestionamento nos horários de pico de manhã e à tarde, respectivamente, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Não é difícil concluir que o veículo que mais contribui para essa situação atualmente é o carro. De acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), os automóveis ocupam 88% do espaço das vias de uma cidade como São Paulo. Se cruzarmos esse dado com a taxa de ocupação de 1,4 passageiro por carro (segundo pesquisa da CET sobre o tema), identificamos um potencial imenso nas motocicletas como alternativa para melhorar a mobilidade urbana das cidades.

Saída

As motos de baixa cilindrada (incluindo scooters) correspondem a 90% do mercado de motocicletas do Brasil, conforme dados de vendas acumuladas de 2018 da Fenabrave (associação das concessionárias) e são justamente elas que podem servir como válvulas de escape para o trânsito. Um carro hatch ocupa até três vezes mais espaço nas ruas que uma moto do tipo “City”, levando um ou dois passageiros com bem mais eficiência que um automóvel de 1 tonelada.

Além da vantagem de ocupar menos espaço, as motos contribuem para melhorar um índice que vem caindo em São Paulo: o da velocidade média no trânsito. As medições da CET do ano passado apontaram que esse que esse quesito caiu 5%, chegando a 8,2 km/h em algumas vias do município.

Agilidade

Como as motos são permitidas por lei para circularem entre os carros dentro das cidades, a velocidade em duas rodas é maior. Logo, o tempo de deslocamento entre casa e trabalho pode ser reduzido pela metade em alguns casos. Considerando que o paulistano demora, em média, 1h57 nesse trajeto, economizar uma hora todos os dias não parece má ideia. Outro dado importante, que colabora com a mobilidade nas cidades, é que as motos ocupam menos de um quinto da área que um carro usa para estacionar.

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Outro dado importante do Iema revela que os carros são responsáveis por emitir 72,6% dos gases do efeito estufa, ainda que transportes apenas 30% dos passageiros na capital paulista. Em comparação com as motos, na faixa de horário de pico das 17h às 18h, os automóveis chegam a despejar na atmosfera 96,2% de todo o material particulado gerado no trânsito (ou 187 quilos), enquanto as motos emitem 3,8% (ou 7,4 quilos), segundo o Inventário de Emissões Atmosféricas do Transporte Rodoviário de Passageiros no Município de São Paulo.

Menos poluentes

Os índices fazem sentido, levando-se em conta que um carro hatch popular pode rodar cerca de 9 km/l abastecido com etanol na cidade, enquanto uma moto City de 125 cc rende mais de 30 km/l com o mesmo combustível. Ou seja, se não bastasse aproveitar melhor a área urbana, ocupando menor espaço para levar até dois passageiros em um tempo inferior, as motos ainda prejudicam menos o meio ambiente nas metrópoles, benefício valioso para as pessoas que já sofrem diariamente com a poluição.

Saiba mais:

  • Os carros ocupam 88% do espaço das vias de uma cidade como São Paulo
  • As motos de baixa cilindrada (incluindo scooters) correspondem a 90% do mercado de motocicletas do Brasil
  • Os carros são responsáveis por emitir 72,6% dos gases do efeito estufa

* Fonte: Iema

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