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Conteúdo original São Paulo Estadão

Meios de transporte

Na Semana da Mobilidade, veja histórias de quem abandonou o carro

‘Estado’ ouviu pessoas que adotaram alternativas como transporte público, bicicleta e até patinete

Léo Martins e Sandy Oliveira

20/09/2019 - 1 minuto, 50 segundos


Mulher de 39 anos utiliza bike em meio ao trânsito de São Paulo.
A corretora de seguros Vanessa Bassane começou a usar cada vez mais bicicleta e menos o carro até que decidiu vender seu automóvel. Foto: Alex Silva/Estadão

SÃO PAULO – Vanessa Bressane, de 39 anos, trocou o carro em São Paulo pela bike há seis anos. “Comecei fazendo pedal noturno, para poder conhecer a cidade, depois passei a fazer passeio no final de semana. A única coisa que eu não fazia, era ir para o trabalho de bicicleta.”

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A corretora de seguros mora no bairro do Tatuapé, na zona leste, e pedala até o Brooklin, na zona sul, onde trabalha. Ao todo, percorre 40 quilômetros diariamente.

“Eu tentei, eu vi que deu certo. Foram passando os dias, eu comecei a usar cada vez mais bicicleta. E usar cada vez menos o carro. Então eu resolvi vender o carro e guardar um dinheiro”, conta.

A decisão de trocar de vez o carro pela bicicleta teve um empurrãozinho da necessidade de estar em dia com a saúde e, ao mesmo tempo, praticar esporte.

“Se você for colocar na ponta do lápis, não é vantajoso você ter um carro hoje em dia. Eu levava (até o trabalho) uma hora e quarenta (minutos) de carro, agora eu levo uma hora e dez de bicicleta.”

Um dos maiores empecilhos que Vanessa encontrou na decisão foi o incômodo em chegar suada ao trabalho. Contra isso, deu um jeito diferente.

“Eu adaptei um chuveirinho, desses de acampamento, e quando chegava no trabalho já ia para o box do banheiro e me limpava, da forma que dava.”

Hoje em dia, a estratégia é diferente: ela paga uma academia, próximo ao trabalho, para poder tomar banho.

“Só pago academia para isso. Às vezes, passo lá, faço alguma coisa”, conta.

Apesar do lado positivo que a atividade diária proporciona, Vanessa ainda se arrisca em ruas da cidade que ainda não têm ciclovia.

“A maior parte que eu pego, na ciclovia da zona leste, ela não tem manutenção. A maior parte que eu faço do trajeto é sem ciclovia. Eu comecei a andar de bicicleta por causa da ciclovia, só me sentia segura quando eu ia por ela. Hoje eu consigo me adaptar tanto na ciclovia, quanto na rua.”

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