Mobilidade para quê?

Mobilidade e transformações da sociedade pós-pandemia

Empreendedores ou cidadãos, estamos todos comprometidos com uma vida melhor para todos

2 minutos, 58 segundos de leitura

20/04/2021

mobilidade

Respondendo rapidamente à pergunta do título, a mobilidade tem influência direta na minha, na sua, nas nossas vidas. E, se você acredita que não é tão impactado por esse tema, preciso dizer que você está enganado. Vou explicar o porquê.

Em 2020, o tema mobilidade ficou ainda mais em evidência. Antes da pandemia, um estudo realizado pelo grupo Kantar mostrou que, até 2030, 25% das pessoas mudarão a forma como se deslocam pelas grandes metrópoles. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o uso de carros deverá cair 28%, já o de bicicletas deverá crescer (+47%), seguido de caminhada (+25%) e utilização do transporte público (+10%).

Conceitualmente, mobilidade é a nossa capacidade de locomoção de um lugar a outro, mas na prática é toda e qualquer solução que traga mais fluidez, praticidade e segurança para nossas vidas. O que possibilita diversas oportunidades de negócios e geração de empregos. 

Atualmente, o mercado já oferece diversas soluções focadas na mobilidade urbana, em destaque as startups, que já nascem com DNA inovador e disruptivo. Dentre essas facilidades estão os carros, as bikes e até os guarda-chuvas compartilhados, aplicativos que sugerem a melhor rota, a melhor opção de modal, serviços de entrega de alimentos e até plataformas de pagamento integradas.

Interessados em investir

Embora já existam inúmeras soluções disponíveis (ou ainda incubadas) em um mercado em constante ascensão, as startups dependem de investimentos para acelerar sua expansão, escalar seus negócios e aumentar a oferta ao público final. A boa notícia é que empresas consolidadas demonstram interesse em investir. Mesmo que muitas delas não atuem diretamente no segmento, elas já estão comprometidas com o desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social, com seus colaboradores e com a sociedade.

Um exemplo recente sobre como a conexão entre marcas, empresas e startups gera um impacto positivo na sua vida é o delivery de alimentos. Em meio a esse cenário, as startups de delivery de alimentos viram a demanda de pedidos por aplicativos explodir e, consequentemente, precisavam de mais entregadores para atender a todos os pedidos de forma eficiente, mas muitos candidatos não tinham moto, bike ou patinete.

Lembrando que as oportunidades movem as inovações, entram em cena as startups com soluções em modais – por exemplo, a Scoo e a Tembici, que têm parceria com a iFood, possibilitaram a locação de patinetes e bikes elétricas aos entregadores. Somados aos que já possuem suas próprias bikes e motos, a iFood é responsável por mais de 48 milhões de entregas por mês.

Mais conexões, mais soluções

E essas startups se conectaram a grandes marcas, oferecendo promoções, cashback e muitas outras vantagens para que você continue respeitando o distanciamento social. A Heineken, por exemplo, em parceria com a Goomer, investiu para ajudar bares e restaurantes, além de garantir sua cerveja gelada em casa. Esse é o ponto de sucesso: quanto mais conexões, mais soluções acessíveis serão viabilizadas e disponibilizadas à população.

E o que nós temos a ver com isso? Tudo, pois toda vez em que uma marca abraça uma causa, ela o faz em razão das pessoas que ela pretende impactar. Suas estratégias e responsabilidades surgem das pessoas, das suas respectivas jornadas, das ‘dores’ como cidadãos e muitas delas passam pelo tema mobilidade. Sejamos nós empreendedores ou cidadãos, estamos todos diretamente envolvidos com a mobilidade e comprometidos com uma vida melhor para todos.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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