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Conteúdo original São Paulo Estadão

Mobilidade para quê?

Para fugir do trânsito da Paulista, o carro foi trocado pelo metrô

Morador da zona norte, Ronaldo Ribeiro desistiu de seu veículo ao demorar mais de 2 horas para voltar para casa

Léo Martins e Sandy Oliveira

20/09/2019 - 1 minuto, 33 segundos


Homem de 51 anos, de braços cruzados e mochila nas costas, sorri em frente ao ônibus que utiliza para o trajeto até o trabalho.
O analista de sistemas Ronaldo Ribeiro, de 51 anos, conta que chegava a levar mais de duas horas para voltar do trabalho. Foto: Felipe Rau/Estadão

SÃO PAULO – Carros, motos, estresse, buzinas. O caos do trânsito paulistano era parte certa da rotina de Ronaldo Ribeiro, de 51 anos, que ficava sentado dentro do carro por duas horas (ou mais) para sair do trabalho na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, e voltar até sua casa no bairro do Mandaqui, na zona norte. Cerca de 11 quilômetros separam os dois locais. Sem trânsito, o trajeto é realizado em, no máximo, 30 minutos.

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“Até junho de 2018, eu trabalhava a oito quilômetros de casa. Era muito mais fácil ir de carro, eu tinha uma vaga na garagem do prédio. Mas, quando comecei a trabalhar na Avenida Paulista, eu fiquei só um mês (de carro). Foi um mês de tortura. Muito trânsito, muito trânsito”, conta o analista de sistemas. “Para ir para o trabalho, eu saía cedo e chegava em 40 minutos. Mas para ir embora eram duas horas, às vezes mais.”

Exausto, Ribeiro procurou e encontrou um meio mais rápido, mais barato e menos estressante: ônibus e metrô.

“Eu saio de casa por volta de 7h10. Pego um ônibus até o metrô Santana (na zona norte) e vou até (a estação) Trianon-Masp. Saio da estação na porta do trabalho. Na volta, mesma coisa, e levo 40 minutos.”

O que incomodou Ribeiro, no entanto, é ter trocado o conforto do carro pelo aperto no transporte público lotado pela manhã.

“É muita gente. Não tem jeito. Tem dia que deixo passar um ou dois trens para não ficar igual uma lata de sardinha. A priori, não acabei ganhando, porque perdi a comodidade, o conforto. Mas já estou há um ano de condução, eu não me vejo vindo de carro mais”, relata.

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