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Conteúdo original Brasil Estadão

Mobilidade para quê?

Poder público agora precisa de agilidade

Regulamentação das inovações em transporte e a integração entre eles deve ser prioridade dos governos atualmente

Lucas Lopes, especial para O Estado

06/06/2019 - 1 minuto, 27 segundos


Ana Guerrini, diretora da empresa 99 no evento Mobilidade Summit
Ana Guerrini, diretora da empresa 99. Foto: Werther Santana/Estadão

Sintonizar a velocidade das inovações nos meios de transporte com a capacidade de regulamentação do poder público é um dos maiores desafios para melhorar a mobilidade urbana.

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O tema foi levantado pela diretora de regulação econômica da LCA Construtora, Cláudia Viegas, durante o painel Políticas Públicas e Integração – como coordenar regras, sistemas e alternativas para garantir maior eficiência e transparência nos deslocamentos.

“Se acharmos que conseguiremos acomodar as novas tecnologias e instrumentos com as velocidades e formas de fazer leis e regras que estamos habituados, vamos errar muito”, explicou Cláudia.

Outro assunto que permeou a mesa de debate foi a necessidade de trabalhar a integração entre os vários modais.

Para Ana Guerrini, diretora de políticas públicas da 99, parcerias entre a esfera pública e privada podem ser uma alternativa para eventuais melhorias. “Precisamos pensar políticas públicas para facilitar a vida do passageiro”, afirmou.

Ana destacou que no Rio de Janeiro cerca de 12% das viagens em carros particulares tem origem ou destino em estações de transporte público; em São Paulo esse número está na casa dos 8%. Esse cenário aponta que os passageiros já utilizam serviços privados para realizar integração com o transporte público, “mesmo sem existir uma política pública específica para isso”, observa.

Luís Augusto Oliveira, presidente da CCR Mobilidade, lembrou que a integração deve ser mais abrangente, citando os serviços de ônibus municipais, estaduais e o metrô de São Paulo, que não possuem integração física e tarifária total entre si, o que prejudica o passageiro que acaba optando por uma viagem não racional.

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