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VLT, trem e metrô: entenda as diferenças

O trem e o metrô são velhos conhecidos da população das grandes cidades brasileiras. Já o VLT está ganhando cada vez mais espaço. Conheça as particularidades de cada um

2 minutos, 50 segundos de leitura

29/12/2021

Por: Redação Mobilidade

VLT
Veículo leve sobre trilhos é um nome diferente para trens que circulam no nível da rua. Foto: Getty Images

Na correria urbana, fazer baldeação entre trem, metrô e VLT é algo tão automático que poucos param (literalmente) para pensar sobre as diferenças entre os modais nos quais estão embarcando. Mas, apesar de os três serem conduzidos por trilhos e impulsionados por energia elétrica, eles têm diferenças entre si que vão além de andar embaixo ou acima da terra: dizem respeito à forma como cada modal é utilizado nos projetos de mobilidade urbana. Conheça abaixo mais sobre cada uma dessas composições: 

VLT 

O VLT ou veículo leve sobre trilhos é um nome diferente para trens que circulam no nível da rua de capitais, como é o caso do Rio de Janeiro e Recife.Como o próprio nome já diz, é mais leve em comparação ao trem e metrô porque suas composições são menores e transportam menos passageiros. Dessa forma, ocupam pouco espaço e fazem menos barulho ao passar. 

Diferente das estações de trem e metrô, as do VLT não têm catraca de acesso. O pagamento é feito dentro do vagão, o que faz esse modal lembrar os antigos bondes que faziam parte dos retratos urbanos do começo do século passado. A composição também se movimenta em velocidade mais baixa do que a de trens e metrôs – 20 km/h, em média. Isso é uma questão de segurança para se deslocar pelos centros urbanos e ter preferência em semáforos e cruzamentos. 

Provavelmente, você deve estar se perguntando para que investir em um modal que transporta pouca quantidade de pessoas e se desloca devagar em curtas distâncias? 

A vantagem do VLT é que ele é um modal de baixo custo e se encaixa amigavelmente na paisagem urbana, sendo alternativa nos centros das grandes metrópoles para cobrir pequenos trajetos e complementar outros meios de transporte, como os próprios trens e metrôs. É mais uma maneira dos projetos de mobilidade urbana garantir a multimodalidade, tornando mais fácil e rápido o trajeto das pessoas que circulam na cidade.

Trem 

O trem funciona como uma locomotiva que puxa os outros vagões. Está presente principalmente em subúrbios e regiões metropolitanas, onde há mais espaço para construção de trilhos, que também são utilizados para outras finalidades, como transporte de vagões de cargas. Por isso, as estações ficam mais distantes entre si até dois quilômetros e as composições podem ser maiores, chegando a 12 vagões e 250 metros. 

O tamanho das composições somado à flexibilidade dos trilhos do trem que podem fazer mais interligações e mudanças de rotas, fazem com que esses modais precisem de mais espaço de circulação entre um trem metropolitano e outro. Diferentemente do metrô. 

Metrô 

Diferente do trem, o metrô costuma ter todos os carros motorizados e roda no centro da cidade e nos bairros mais povoados. Por esse motivo, as linhas metroviárias  são, em sua maioria, subterrâneas para poder circular nessas regiões com menos espaços e mais obstáculos.

Isso também explica o fato de as estações serem mais próximas umas às outras (entre 500 metros e 1,5 quilômetros) e as composições serem menores, com até 6 carros e 120 metros de comprimento.

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