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Acessórios e equipamentos: o ‘extra’ que pode sair caro

Por mais simples que possa parecer, a instalação de um componente novo requer cuidados para não provocar prejuízos ou o cancelamento da garantia

2 minutos, 54 segundos de leitura

19/04/2022

Foto: Getty Images

Um dos hábitos mais comuns entre os brasileiros é a instalação de equipamentos e acessórios no carro (centrais multimídia e reprodutores de vídeo, entre outros) ou a personalização do veículo com rack de teto ou protetor de caçamba (no caso de picapes), por exemplo.

Muita gente, infelizmente, despreza alguns cuidados para evitar problemas futuros.

Ricardo Dilser, assessor técnico do grupo Stellantis, explica que nem toda instalação vira um contratempo.

“No caso de uma central multimídia ou um jogo novo de alto-falantes, o proprietário deve verificar apenas se esses itens são compatíveis com o sistema elétrico do carro e ficar atento apenas à qualidade do serviço.”

Mas se for um aparelho de som mais potente, com módulos e diversos alto-falantes, a história muda e o dono do automóvel pode até perder a garantia da montadora.

“Hoje, é possível identificar a origem do problema e, em casos assim, cancelar apenas a garantia da parte elétrica”, explica Dilser.

“Existem, contudo, casos extremos, como quando alguém instala um equipamento em casa, de maneira precária, e acaba provocando um incêndio na parte elétrica e em outros componentes do carro; nem é preciso dizer que a montadora não vai ressarcir nada nesses casos.”

Sempre consulte o manual

Ricardo Dilser lembra que antes de instalar qualquer equipamento no automóvel – seja elétrico/eletrônico ou não –, é importante consultar as especificações técnicas no manual do proprietário para conferir se o veículo pode receber o item desejado.

Para evitar qualquer problema em relação à garantia, a indicação é procurar realizar o serviço em uma concessionária autorizada.

“A concessionária é o único estabelecimento que vai garantir a instalação correta de acordo com os padrões da fabricante, assegurando a garantia, já que o consumidor fica totalmente protegido no aspecto jurídico”, diz o assessor técnico.

“Só na concessionária o proprietário terá certeza de que o serviço vai ser feito por profissionais treinados e com o conhecimento técnico necessário; além disso, a própria revenda não correrá o risco de ter sua imagem prejudicada utilizando material inferior e de má qualidade.”

Essas recomendações se estendem a componentes e acessórios de outras áreas, como um bagageiro de teto ou estribos laterais (em picapes), por exemplo.

“Se, com o passar do tempo, surgir um ponto de ferrugem causado por uma instalação dessas mal feita, o consumidor não terá direito à garantia”, afirma.

Da mesma forma, se instalar um escapamento esportivo fora da concessionária e isso acarretar problemas no motor, a garantia da montadora não vai cobrir. “São coisas aparentemente simples, mas que podem acarretar na perda de garantia por desconhecimento por parte do consumidor.”

O assessor da Stellantis conta que houve muitos problemas desse tipo envolvendo a reprogramação eletrônica dos motores, a fim de obter mais potência.

“Foi comum, numa época, termos problemas com clientes que afirmavam ter problemas com o motor de seus carros, que quebravam ‘misteriosamente’, exigindo que a fabricante providenciasse um novo”, recorda.

“Só que, ao verificar, a gente constatava que o proprietário havia modificado a central eletrônica do motor e depois reinstalado a original, a fim de nos enganar. Mas essa fraude é facilmente detectável, e o número de casos desse tipo caiu bastante.”

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