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Abandone os maus hábitos ao volante

Regras de trânsito existem para proteger o motorista e os ocupantes do carro. Fique atento!

2 minutos, 17 segundos de leitura

19/07/2022

Foto: Getty Images

A quantidade de acidentes e infrações que ainda acontecem no trânsito comprova que o brasileiro tem um longo caminho a percorrer para deixar as ruas mais seguras.

“Apesar de aprender as regras de trânsito, ao longo do tempo, o motorista adquire maus hábitos ao volante, além de fazer coisas no carro que não deveriam”, afirma Cleber Willian Gomes, professor de Engenharia Mecânica da FEI.  

“Quando outro motorista atrapalha você no trânsito, qual é a sua reação? Em um teste de direção, você faria uma manobra arriscada? Se um agente de trânsito estivesse observando, tomaria uma atitude incorreta ou estacionaria em local proibido?”, questiona.

Segundo o professor, o motorista reduziria consideravelmente as chances de erros se considerasse essas perguntas.

“Quando todos tentam agir corretamente, o trânsito se torna mais agradável e seguro”, diz ele. “Apesar dos desafios, devemos cumprir rigorosamente as leis.”

As principais faltas cometidas pelos motoristas são:

1 – Não respeitar as faixas de mudança de via, trocando constantemente de pista para encarar menos filas;

2 – Andar no acostamento das rodovias para fugir do tráfego pesado e ganhar tempo no percurso;

3 – Cortar o trânsito em estabelecimentos, como postos de serviço, a fim de evitar um semáforo vermelho, por exemplo,

4 – Exceder a velocidade máxima permitida da via, respeitando os limites somente perto dos radares.

Mas desrespeitar as regras de trânsito não é o único problema.

Gomes afirma que muitos proprietários também fazem mudanças indevidas nos carros, sem levar em conta que a indústria automotiva realiza uma série de testes para garantir, justamente, veículos mais seguros.

As empresas avaliam, por exemplo, sistema de freios, estabilidade nas curvas e atendimento às normas de emissões de poluentes.

Alterar o veículo por conta própria é acreditar que centenas de horas de projeto e testes são pouco relevantes e podem ser substituídas pelo desejo de ter um veículo personalizado”, diz Gomes.

Abaixo, cinco exemplos de modificações que jamais deveriam acontecer no carro:

1 – Mudança no escapamento do veículo, infringindo o limite de emissões sonoras;

2 – Rebaixamento do veículo, comprometendo a estabilidade em curvas;

3 – Alteração do sistema de freios, trocando os de fábrica ou aqueles recomendados para o modelo do carro, reduzindo a capacidade de frenagem;

4 – Utilização de películas que escurecem os vidros fora das especificações, diminuindo a visibilidade do condutor,

5 – Uso de componentes que alteram o tempo de resposta do acelerador, como módulos de competição conhecidos como “stand alone”, usados em competições automobilísticas para aumentar a potência e torque do motor.

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