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Como funcionam os carros movidos a célula de combustível?

Saiba quais são as vantagens do sistema que é considerado uma das grandes alternativas de propulsão com emissão zero no futuro próximo

2 minutos, 54 segundos de leitura

23/06/2022

Foto: Getty Images

É quase consenso entre as montadoras que, no futuro, carros de passeio e comerciais leves serão movidos exclusivamente a eletricidade, por meio de baterias, proporcionando grandes avanços em termos ambientais. Mesmo assim, existem fabricantes pesquisando e desenvolvendo outras tecnologias. Uma delas é a célula de combustível.

Flavio Guzmán, especialista em marketing de produto da Mercedes-Benz do Brasil explica como esse sistema inovador funciona e quais são as suas vantagens.

A célula de combustível atualmente é considerada a opção mais viável de sistema de propulsão com emissão zero para veículos pesados que rodam grandes distâncias (caminhões e ônibus), por conta da autonomia proporcionada por essa tecnologia. Também por conta disso, ela não está disponível para veículos de passeio no Brasil, limitando-se, por enquanto, aos mercados alemão, japonês e americano.

Nos modelos de automóveis movidos a célula de combustível comercializados hoje, o sistema funciona basicamente como um gerador de eletricidade alimentado por hidrogênio, que deve ser abastecido como um carro convencional, em estações específicas.

Por meio de uma reação química, hidrogênio e oxigênio (captado da atmosfera) produzem eletricidade que alimenta os motores elétricos que movimentam o veículo. Como o processo é constante, o conjunto pode utilizar uma bateria relativamente pequena.

Como principais vantagens, esse sistema – além de não emitir gases – tem funcionamento silencioso como o de um carro elétrico convencional e maior autonomia (pode chegar a 650 km). Já a desvantagem fica por conta do custo elevado da tecnologia e da necessidade de se implantar uma rede de abastecimento de hidrogênio em todas as cidades.

Hidrogênio e eletricidade combinados

Pensando nisso, técnicos da Mercedes-Benz desenvolveram um sistema mais sofisticado, apresentado no modelo GLC Fuel Cell (que não está à venda para o público). Ele se diferencia por poder alimentar a célula de combustível com eletricidade.

“Assim, caso não haja uma estação de hidrogênio por perto, é possível recarregar o automóvel com eletricidade, já que esse GLC também é do tipo plug-in”, explica Guzmán.

Graças a esse sistema, o Mercedes-Benz GLC Fuel Cell pode rodar mais de 400 quilômetros utilizando hidrogênio e mais 51 quilômetros no modo puramente elétrico, sem emitir qualquer poluente, já que o único resíduo produzido pela célula é água. Os testes com o veículo seguem na Europa, mas o custo de desenvolvimento é um dos maiores obstáculos para a adoção do sistema como opção viável (e sua popularização).

Em compensação, as células de combustível se mostram bastante viáveis para impulsionar caminhões e ônibus que rodam grandes distâncias, uma vez que esses veículos podem receber reservatórios de hidrogênio de grandes proporções (similares aos usados atualmente para diesel) e a implantação de estações de abastecimento de hidrogênio nas rodovias é bem mais fácil do que em grandes centros urbanos.

O técnico da Mercedes-Benz observa ainda que existem outras montadoras pesquisando a possibilidade de se obter hidrogênio a partir de combustíveis como o etanol, o que pode ser particularmente interessante para o Brasil. Se esses estudos avançarem e essa opção se mostrar economicamente viável, pode provocar outra mudança de tendência energética no futuro.

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