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Inovação

Maio Amarelo e o impacto da tecnologia na segurança do trânsito

“O foco é diminuir os acidentes causados por erro humano.”

2 minutos, 43 segundos de leitura

23/05/2022

Uso de semáforos inteligentes é um exemplo de como a tecnologia pode ser usada a favor da segurança viária. Foto: Getty Image

Nos últimos anos, o mês de maio tem sido utilizado para promover a conscientização da população sobre a adoção de medidas e atitudes visando a redução do número de acidentes de trânsito. A edição 2022 do Maio Amarelo traz como tema ‘Qualquer um pode salvar uma vida’, reforçando a importância do envolvimento da sociedade civil com órgãos públicos e privados, a exemplo do Observatório Nacional de Segurança Viária — responsável pela organização do movimento no Brasil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,35 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. A maioria desses óbitos atinge pedestres, ciclistas e motociclistas, especialmente em países em desenvolvimento. Ainda de acordo com a OMS, os acidentes de trânsito são a maior causa de morte entre pessoas de 5 a 29 anos. No Brasil, o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) foi criado em 2018 com a meta de reduzir o número de vítimas fatais pelo menos à metade em até 10 anos.

A tecnologia é um forte aliado para trazer soluções neste campo. Da mesma forma que tem melhorado a vida de milhões de pessoas em inúmeros outros aspectos, a utilização em larga escala das ferramentas tecnológicas certas pode e deve ser aplicada para solucionar os problemas do trânsito. Entre alguns exemplos práticos estão a adoção de semáforos inteligentes, controlados por um software que faz as alterações em tempo real, mantendo o sincronismo e ‘onda verde’ das vias, câmeras inteligentes e equipamentos com reconhecimento óptico de caracteres, que auxiliam no monitoramento e rastreamento de veículos.

Pensando em tecnologia veicular, o foco é diminuir os acidentes causados por erro humano. Neste campo, a maior inovação é, sem dúvida, a direção autônoma, mas a popularização de outros sistemas de ‘segurança embarcada’ também está a pleno vapor. Como a disseminação de sensores que alertam sobre o cansaço do motorista, mudanças de faixa não intencionais, objetos no ponto cego, além de sistemas de frenagem anti-colisão e de controle de estabilidade.

Em outra frente não menos importante, cresce o número de aplicativos voltados para a rotina do trânsito. Em sua maioria gratuitos, eles podem realizar o planejamento do seu trajeto com as melhores opções de rota, difundir programas educacionais de trânsito, assim como resolver pendências burocráticas e documentais relacionadas ao veículo e aos motoristas, com serviços personalizados de regularização perante os órgãos públicos.

Em todos os papéis que desempenhamos no trânsito: de motorista, pedestre, ciclista ou passageiro, o impacto positivo da tecnologia é irreversível e a tendência é que se intensifique numa velocidade crescente. Assegurar que os benefícios sejam colhidos de forma mais ampla e imediata passa por decisões e escolhas que muitas vezes imporão quebras de paradigmas e eliminação de zonas de conforto. E o envolvimento do Estado, da iniciativa privada e da sociedade civil nessa discussão é fundamental para uma distribuição transparente e democrática dos benefícios resultantes.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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