Inovação

Na garagem do futuro, o carro estacionará sozinho

Inovações da Bosch mostram que o estacionamento autônomo é possível

3 minutos, 25 segundos de leitura

14/05/2021

Foto: Divulgação Bosch

Um dos efeitos mais evidentes do grande número de veículos que circulam nas ruas é a dificuldade em achar vaga de estacionamento. Até mesmo nos edifícios residenciais, os espaços estão cada vez mais apertados para comportar todos os automóveis dos moradores. Por isso, se faz cada vez mais necessária a gestão profissional de vagas de garagem nos centros urbanos, aplicando recursos tecnológicos, como conectividade e internet das coisas (IoT). 

Ao caminharem nessa direção, Bosch e Daimler obtiveram o aval das autoridades em Baden-Württemberg para implantar o sistema de estacionamento autônomo na garagem do Museu da Mercedes-Benz, em Stuttgart (Alemanha), em um projeto que começou em 2015. O dispositivo é acionado por um aplicativo de celular e não exige a presença do motorista, tornando as manobras totalmente autônomas.

“A direção e o estacionamento autônomos são importantes pilares para a mobilidade do futuro. A aprovação das autoridades cria um precedente para obter validação para o serviço de estacionamento em garagens do mundo todo”, afirma Markus Heyn, membro da direção mundial do Grupo Bosch. Michael Hafner, líder da área de condução autônoma da Daimler AG. “Pioneiro, nosso projeto abre caminho para que o sistema entre em produção em massa no futuro”, reforça.

Infraestrutura inteligente

A maior preocupação das duas empresas foi tornar o estacionamento autônomo seguro. Como o automóvel totalmente sem motorista ainda não é permitido, as autoridades alemãs supervisionaram o projeto desde o início ao lado de especialistas do serviço de inspeção técnica alemã TÜV Rheinland, a fim de avaliar a segurança da tecnologia automotiva e de estacionamento.

Os resultados comprovaram que os critérios podem ser aplicados com segurança. Afinal, os desenvolvedores definiram como o veículo autônomo reconhece pedestres e outros veículos que estão próximos, além de parar de forma confiável ao se deparar com um obstáculo. Eles também se certificaram do funcionamento da comunicação entre os componentes do sistema e garantiram a ativação confiável da manobra de estacionamento.

A infraestrutura inteligente da garagem do futuro – fornecida pela Bosch – permitirá que o motorista deixe o carro no ponto de desembarque e, pelo aplicativo do smartphone, determine que ele procure sozinho uma vaga. Na volta, o proprietário solicita o retorno do veículo, que seguirá automaticamente para o local de embarque.

Os sensores da Bosch fazem o monitoramento dos corredores e arredores do estacionamento, cedendo as informações necessárias para guiar os veículos. Eles podem até subir e descer rampas para deslocamento dentro da garagem e, caso os sensores da infraestrutura identifiquem obstáculos, o veículo para imediatamente.

Carros e cidades conectados

Mas não serão apenas as garagens do futuro que terão a possibilidade de interagir com os carros conduzidos sem a interferência do motorista no momento de estacioná-lo. 

Os automóveis autônomos e as cidades inteligentes estarão plenamente conectados e com processamento de informações extremamente veloz. Para isso acontecer, a Bosch possui tecnologias como sensores de radar e uma série de sistemas de controle de frenagem, unidades elétricas de direção, instrumentos de display e soluções de conectividade para as partes interna e externa do automóvel.

Uma delas é o assistente de estacionamento em áreas domésticas, que tem a função de automatizar manobras repetitivas. O motorista “ensina” a rota exata que o carro deverá seguir por uma única demonstração manual. Quando precisar estacionar de novo o veículo no mesmo local, o dispositivo executará a manobra automaticamente.

Já o sistema de câmeras 3D agrupa quatro câmeras instaladas na frente, na traseira e nas laterais do veículo, que propiciam uma visão com diferentes perspectivas aéreas, na tela do painel ou por acesso remoto (celular ou computador). O sistema elimina os chamados pontos cegos, reduzindo consideravelmente o risco de colisões e acidentes.

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