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Jordana Sousa

Chief Revenue Officer (CRO) da VOLL

Inovação

Onde fica o viajante corporativo nas cidades inteligentes?

O passageiro não precisa ser proprietário do veículo, basta ter acesso aos serviços. Esse futuro já é possível hoje, o que nos separa dele é apenas um salto de confiança

22/12/2020 - 3 minutos, 9 segundos


cidades inteligentes
Foto: Getty Images

Em 2019, o setor de viagens corporativas registrou um faturamento de quase R$ 76 bilhões, só no Brasil. O dado é da Pesquisa Conjuntural de Viagens Corporativas (PCVC), divulgada em fevereiro de 2020. No mundo, a estimativa do portal Business Travel News era de que o setor de viagens corporativas alcançasse US$ 1,7 trilhão em faturamento, até 2022

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A covid-19 contrariou todas as expectativas do setor, e as estimativas terão que ser ajustadas, considerando a economia e as necessidades desse perfil de viajantes. O compartilhamento e as tecnologias touchless são grandes tendências para o setor.

Deslocamentos a trabalho serão retomados

As videochamadas são outro elemento que vai fazer parte dessa conta, substituindo uma parcela das viagens. Do ponto de vista comercial, a tecnologia diminui o tempo de tomada de decisões para contratação de novos serviços. Também potencializa a comunicação entre a equipe. Na Voll, por exemplo, seria impossível juntar as 200 pessoas do time toda segunda-feira para uma reunião de all hands se não fossem as videochamadas. Mas esse recurso não é capaz de substituir a relação construída na interação cara a cara. Negócios milionários são fechados e grandes oportunidades são descobertas em conversas informais nas viagens a negócio. Por isso, é realista pensar que os deslocamentos serão retomados com força quando a vida recobrar algum senso de normalidade.

Apesar de expressiva no setor de viagens, a categoria dos viajantes corporativos fica esquecida quando o assunto são as cidades inteligentes. Nas discussões sobre mobilidade urbana integrada, internet das coisas e acesso a serviços para otimizar o tempo e melhorar a qualidade de vida, quem fica de fora são os executivos que se deslocam a trabalho. Um erro. Além de movimentarem a economia, esses viajantes podem trazer oportunidades ao setor de mobilidade urbana.

Para citar um exemplo, quem viaja a negócio, normalmente, se desloca em horários fora do pico de uso dos transportes. Isso significa que esse público oferece uma oportunidade para preencher horários ociosos de taxistas e motoristas de aplicativos. Esses viajantes poderiam também usar o sistema público de ônibus e metrô ou modais alternativos, como bicicleta e patinete.

Porém, ter que baixar os vários apps de cada serviço em cada cidade visitada torna essa realidade inviável. Para atender esse público, são necessárias soluções que integram os diferentes tipos de serviço e modal, públicos e privados. Encontrar, em um mesmo app, todas as opções de transporte da cidade faz a diferença para o viajante corporativo. 

Praticidade e conforto

É isso que nós fazemos na VOLL. Atualmente, otimizamos a mobilidade de 200 mil viajantes executivos. Isso representa mais praticidade para a empresa e maior conforto para o viajante. Mas também se reflete na mobilidade da cidade, pois esses visitantes se deslocam usando as opções com trajeto mais rápido e não contribuem para o trânsito. 

O futuro dos transportes está no conceito de Mobility As a Service (MaaS). O passageiro deseja ir de um lugar a outro da forma mais prática, segura e econômica possível. Ele não precisa ser o proprietário do veículo, basta ter acesso aos serviços. Esse futuro já é possível hoje, o que nos separa dele é apenas um salto de confiança. 

A tecnologia que integra os diferentes modais e otimiza o tempo dos viajantes corporativos enquanto melhora o trânsito nas cidades já existe. Falta agora que essa tecnologia seja amplamente incorporada em políticas públicas, com o objetivo de melhorar a infraestrutura urbana, tornando as cidades mais eficientes para moradores e visitantes.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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