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Blindagem requer cuidados especiais com o automóvel

Carro com proteção extra preserva a integridade dos ocupantes, mas precisa de manutenção diferenciada

2 minutos, 49 segundos de leitura

03/06/2022

carro blindado
Foto: Getty Images

A preocupação com a segurança ajudou a disseminar a blindagem automotiva. Apesar de oferecerem uma proteção extra para motoristas e passageiros, carrocerias cada vez mais reforçadas são caras e devem estar de acordo com alguns quesitos do projeto original do veículo, como ocupação máxima,  bagagens e esforços do motor

Um dos maiores cuidados na hora de blindar o automóvel é escolher uma empresa especializada, confiável e devidamente habilitada a fazer o trabalho. Também é necessário ter em mente os pontos a seguir:

Possíveis riscos da blindagem automotiva

“O veículo recebe níveis de manta balística, que podem comprometer a estrutura da carroceria, o desempenho do motor e a vida útil da suspensão”, afirma Cléber Willian Gomes, professor de engenharia automotiva da FEI. “O carro ganha em torno de 200 quilos e, por isso, a blindagem deve considerar os limites dos sistemas e a estabilidade do veículo.”

Além disso, a blindagem pode colocar componentes e vedações em risco. “Os modelos atuais possuem uma rede de comunicação que interliga todos os sistemas eletrônicos”, explica Gomes. “Se estiverem mal conectados, o veículo não vai funcionar direito.”

Dependendo da empresa que executa a blindagem, outros pontos são analisados, como a compatibilidade de materiais durante a lavagem, condições de condução segura e permissão junto ao Exército, que controla essa atividade. 

Regras sobre blindagem automotiva no Brasil

Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), há cerca de 240 mil automóveis de passeio blindados rodando no País, 70% deles em São Paulo.

A portaria 55 do Comando Logístico (Colog) do Exército permite seis níveis de blindagem, mas só quatro são autorizados para uso civil:

  • I (resiste a projéteis calibre .22 e .38)
  • II-A e II (pistolas 9 mm e revólveres .357 Magnum)
  • III-A (submetralhadoras 9 mm e revólveres .44 Magnum)

Documentos para realizar a blindagem

Para contratar a blindagem do seu carro, o proprietário deve providenciar os seguintes documentos:

  • CRV (Certificado de Registro de Veículo) ou CRLV (Certificado de Licenciamento Anual)
  • Documento de identidade (RG ou CNH)
  • Comprovante de residência

Para pessoa jurídica:

  • CRV (Certificado de Registro de Veículo) ou CRLV (Certificado de Licenciamento Anual)
  • Contrato social
  • Registro na Junta Comercial
  • Documento de identidade do representante legal da empresa (RG ou CNH)
  • Comprovante de residência do representante legal

Além dos documentos, é necessário pagar uma taxa para o Exército, elaborar uma Declaração de Idoneidade para assinatura do contrato e solicitar o atestado de antecedentes criminais.

Depois de iniciada a blindagem, o cliente deve solicitar o Certificado de Registro junto ao Exército. E quando o automóvel estiver pronto, a empresa blindadora fornece o Termo de Responsabilidade, que descreve os materiais usados, o nível de resistência da proteção e a validade da proteção balística.

Manutenção do carro blindado

A manutenção do carro blindado requer cuidados especiais. A começar pelas revisões dos processos de proteção balística, que variam conforme a blindadora. Pode ser anual, a cada quatro meses ou em intervalos de 15 mil quilômetros. 

“Lembre-se: mais pesado, o carro fica com a dinâmica alterada, consome mais combustível e seu comportamento dinâmico muda”, completa Gomes.

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