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Meios de transporte

A retomada do transporte  

Novas perspectivas baseadas em dados de pesquisa apontam para um ano promissor ao transporte nacional

3 minutos, 19 segundos de leitura

13/07/2022

Estima-se que, em 2022, ocorra um crescimento de quase 10% na produção de veículos leve e pesados Foto: Getty Imagem

O cenário pandêmico que assolou o mundo trouxe instabilidade econômica a empresas de diversos segmentos, bem como transformou a vida de muitas pessoas, que tiveram de adaptar seus hábitos para evitar a contaminação pela covid-19.

Com o sistema de isolamento social imposto para conter a proliferação do vírus, dados do Ministério da Economia apontam para o fechamento de mais de 1,4 milhão de negócios formais somente em 2021. Em 2022, com a maioria das pessoas já vacinada, o cenário começa a se tornar mais positivo, principalmente pela volta às atividades presenciais.

Para o ecossistema da mobilidade, a volta das pessoas às ruas resulta em uma onda de expectativas positiva para um dos mercados que mais sofreu com a pandemia. A projeção para 2022, da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) aponta para um crescimento de 9,4% na produção total de veículos leves e pesados.

Essas previsões, aliadas a um público mais confiante e com muita vontade de viajar, ampliam a procura por veículos de transporte coletivo, que reflete um aumento nas demandas por ônibus rodoviários, de fretamento e urbanos, jogando luz no túnel das incertezas de 2020 e 2021.

Turismo e o transporte rodoviário

No turismo, com a animação das pessoas em voltar a viajar, os operadores do sistema respiram aliviados, experimentando um nível de ocupação em seus veículos como há muito não se via. São pessoas, em todo Brasil, saindo para passear, visitar amigos e parentes ou, simplesmente, saindo de férias com seus familiares.

Nas viagens rodoviárias, vemos um outro fenômeno interessante. Além do retorno dos passageiros usuais, percebemos uma migração de uma parcela significativa dos usuários da aviação para o transporte terrestre. A esse novo público se somam as pessoas que estão deixando seus carros nas garagens e optando pelo ônibus. Tudo isso por causa do forte aumento nas passagens aéreas e dos constantes aumentos nos preços dos combustíveis. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as passagens aéreas terão alta de 19,3%, durante o ano, fazendo do transporte coletivo terrestre o grande atrativo do momento.

Conforto, segurança e preços mais acessíveis dos novos ônibus disponíveis no mercado atraem os brasileiros, que viram suas rendas diminuírem em quase 9%, no primeiro trimestre de 2022, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esses dados apresentados pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), via Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), reforçam a necessidade de alternativas mais econômicas para o transporte, seja qual for a finalidade.

Transporte urbano

A volta das atividades presenciais aumentou a circulação das pessoas nos grandes centros urbanos. A maioria utiliza o transporte público para seus deslocamentos, contribuindo, assim, para que empresas focadas nessa demanda ampliem a quantidade de ônibus e micro-ônibus nas cidades.

Após o retorno às aulas presenciais, cerca de 22,8 milhões de estudantes, no País, voltaram às ruas, representando mais de 80% do total das redes municipais de educação, de acordo com a pesquisa realizada pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Itaú Social. Esse número nos dá uma dimensão da quantidade de pessoas que voltaram a circular, e, na maioria dos casos, o transporte coletivo é a única alternativa plausível para a chegada a seus destinos.

Diante desse cenário promissor, as empresas que têm a mobilidade urbana e rodoviária como seu core business investem em novas tecnologias, inovação e novos produtos capazes de atender à crescente demanda. Agora, é ‘sacudir a poeira’ e acompanhar a evolução do mercado, torcendo para que essa tendência positiva se consolide ao longo do ano.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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