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Meios de transporte

Empresa lança sistema inédito de compartilhamento de motocicletas

4Ride Motorcycle gerencia clube em que cada moto é compartilhada por quatro pessoas, que passam uma semana por mês com o veículo

Daniela Saragiotto

20/01/2020 - 3 minutos, 31 segundos


Gabriel Moreira compartilha sua motocicleta com mais três pessoas desde março de 2019. Foto: acervo pessoal.

Quem tem paixão por motocicletas sabe que é um sonho poder trocar periodicamente de “máquina”, além de poder usar mais de um modelo durante o mês. Foi justamente para atender esse público que foi criada a 4Ride Motorcycle, empresa de compartilhamento de motocicletas premium pioneira no Brasil, que iniciou suas atividades em 2017. Segundo Gustavo Carvalho, fundador da empresa, a inspiração veio da sua própria experiência. “Sempre tive motos, mas quando minha esposa engravidou passei a usar cada vez menos. Nessa fase, pensei que seria ótimo se eu pudesse compartilhar a motocicleta e, principalmente, seus custos com outras pessoas e assim veio a inspiração para o modelo de negócios da empresa”, explica. Hoje o empresário é gestor de um clube de compartilhamento de motocicletas em que os usuários podem escolher entre três categorias de motos, de acordo com o investimento inicial que pretendem fazer.

Na prática, o usuário, chamado pela 4Ride Motorcycle de sócio, adquire uma cota de 25% da motocicleta – que corresponde a 25% do seu valor de mercado –, e divide com mais três pessoas a máquina, além de todos os custos como gastos com documentação, seguro, além de manutenção, que é proporcional à quilometragem rodada por usuário. Cada um dos sócios passa uma semana com a moto, de sexta-feira até a quinta-feira da semana seguinte. “Eu faço a conciliação das agendas e é muito comum sobrar alguma motocicleta comigo, então posso oferecê-la a outro sócio. Também, nos meses de cinco semanas, os usuários conseguem pegar outro modelo de moto para testar além da sua e passam duas semanas com as motos”, explica o fundador.

O modelo de propriedade compartilhada traz diversos benefícios ao associado, entre eles aeconomia, já que o custo de uma moto premium é no Brasil. Além disso, dividir as despesas de manutenção com outros sócios pode ser uma boa opção quando a moto fica ociosa parte do tempo, o que normalmente ocorre quando o proprietário possui mais de um veículo. Além de administrar as reservas entre os sócios, a 4Ride se encarrega da conservação e da manutenção preventiva das motos e cobra, por usuário, R$ 300,00 de taxa de administração. Hoje a empresa tem 26 sócios, sendo que alguns deles possuem cotas de mais de uma motocicleta. Os contratos têm validade de dois anos e, após esse período, as motocicletas são vendidas e os sócios recebem de volta o porcentual investido.

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Como é o compartilhamento na prática

Gabriel Moreira, diretor de Vendas, é um dos sócios da empresa. “Entrei em março do ano passado e esse sistema tem atendido perfeitamente minhas necessidades. Não poderia usar uma moto todo fim de semana, então com a 4Ride defino quando quero utilizar e eles sempre se encarregam de fazer o arranjo para me atender, mesmo que não seja exatamente com a moto do meu clube”, explica. Moreira conta que funciona bem o sistema de controle e faturamento, com as despesas compartilhadas com base na quilometragem rodada. “Como melhoria, sugiro algo que certamente ocorrerá com o crescimento da empresa, que é usar uma motocicleta da empresa em outras cidades ou Estados quando eu estiver viajando”, diz.

O engenheiro e diretor de Riscos Vitor Alexandre Mescolotti Chiamente também compartilha uma motocicleta na 4Ride. “Sou suspeito para falar de sistemas de compartilhamento, acho fantástico. Também costumo pegar carona ou usar bicicleta no trajeto de casa até o escritório. Acho que são a solução para a maioria dos problemas que temos como sociedade”, diz. Ele conta que a praticidade e o custo o motivaram a entrar para o clube. “Rodar só de vez em quando com uma motocicleta que vale o preço de um carro não faria sentido se ela fosse somente minha. Hoje consigo ser muito mais eficiente tendo uma moto própria de menor cilindrada para uso urbano e outra supertecnológica e segura para viagens, bastando apenas o agendamento prévio”, explica.

Vitor Alexandre Mescolotti Chiamente, fã de sistemas de compartilhamento em mobilidade

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