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Alexandre Cury

Diretor comercial da Honda Motos.

Meios de transporte

Motos e scooters, mobilidade para milhões de brasileiros

Motocicleta, no Brasil, deixou de ser veículo secundário, sendo atualmente o meio de locomoção número1 de milhões de brasileiros

30/10/2020 - 3 minutos, 3 segundos


motos e scooters como meio de transporte

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Em meados da década de 1970, a indústria motociclística se instalou no Brasil, época na qual a visão geral sobre esse tipo de veículo era a de um meio de locomoção coadjuvante, utilizado por um nicho de pessoas de razoável poder aquisitivo. As motos eram todas importadas, custavam caro e vistas como objetos de lazer atraentes e extravagantes, destinados a poucos.

Passadas mais de quatro décadas, a gigantesca expansão do setor modificou tal realidade, democratizando o acesso à moto. Das pioneiras 5,2 mil unidades produzidas em 1975, foram atingidas cifras superiores a 2 milhões de motos fabricadas nos anos recordistas, 2008 e 2011. O Polo Industrial de Manaus (PIM) se tornou um dos maiores centros de produção do planeta, com mais de 13,5 mil empregos diretos e envolvendo, profissionalmente, cerca de 100 mil pessoas em toda a cadeia do segmento. 

Atualmente, a indústria da moto instalada no Amazonas oferece das mais simples e essenciais utilitárias às extremamente sofisticadas. A qualidade das motos made in Manaus é reconhecida mundialmente, com grande oferta de modelos que atende a todo tipo de usuário. Motocicleta, no Brasil, deixou de ser veículo secundário, sendo, atualmente, o meio de locomoção número 1 de milhões de brasileiros.

Frota nacional de 28,6 milhões de motos

A democratização da mobilidade nacional pela moto é irreversível, mérito de sua economia, versatilidade e praticidade. Pensar no Brasil sem a contribuição dada pela impressionante frota de 28,6 milhões de motocicletas espalhada pelo território nacional é impossível.

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Dados do Denatran mostram que, em mais de 45% dos municípios brasileiros, o número de motos supera o de outros tipos de veículo. Na última década, a participação das motocicletas na frota do País aumentou 91,8%, enquanto o crescimento geral – considerando todos os veículos – foi de 76,5% (dados da Abraciclo), um sinal claro de que nossa população abraçou a moto como seu vetor de mobilidade ideal.

Nas localidades com infraestrutura precária, a moto é protagonista, inclusive sob a óptica da cidadania. Ela contribui socialmente ao integrar comunidades e é o meio de mobilidade preferencial. Já nos grandes centros, está consagrada como meio de locomoção prático, imbatível no dia a dia das metrópoles. Para muitos, a moto se tornou ferramenta de trabalho, e a crescente demanda por serviços de delivery não só proporciona renda para inúmeras famílias como favorece o surgimento de diversas empresas especializadas em entregas rápidas.

Democratização da mobilidade

Uma tendência evidente nos últimos anos é o crescimento das scooters nas ruas de todo o Brasil, veículo cujas características atrai novos usuários pela simplicidade de condução e tecnologia, que inclui aparatos de segurança passivos e ativos anteriormente exclusivos de motocicletas mais sofisticadas de alta cilindrada. É também importante destacar a contribuição das motocicletas e scooters para desafogar o trânsito nas áreas metropolitanas, maximizando a ocupação do espaço nas vias públicas graças às reduzidas dimensões. A diminuição do tempo de deslocamentos é outro aspecto que impacta positivamente no trânsito e na qualidade de vida das pessoas. 

Motocicletas vêm, portanto, exercendo um papel que é fundamental ao Brasil de hoje. Meios de locomoção que promovem uma real democratização da mobilidade em todo o território nacional. Acessível como nenhum outro veículo motorizado jamais foi ou será, a moto não discrimina gênero, grau de instrução ou poder aquisitivo. Está, positivamente, integrada ao dia a dia de milhões de brasileiros, contribuindo como meio de transporte e elemento de inclusão social.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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