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Laner Azevedo

Instrutor de pilotagem formado pelo Yamaha Riding Academy (Academia de Pilotagem Yamaha), com mais de 50 palestras ministradas sobre segurança viária e mobilidade

Meios de transporte

Motocicleta: alternativa para muita gente

Quem optar por uma motocicleta ou por uma scooter como alternativa ao transporte público no período da pandemia, dificilmente deixará de utilizá-las quando a ‘vida normal’ voltar

20/10/2020 - 3 minutos, 11 segundos


mulher em motocicleta scooter na cidade
Foto: Getty Images

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“A questão da mobilidade preocupa a humanidade há um bom tempo. Não é de hoje que discutimos questões sobre como nos locomover nos grandes centros de maneira funcional, econômica, que cause o mínimo de impacto à saúde do planeta e, sobretudo, que seja digna. Não bastassem esses enormes desafios, neste ano de 2020 temos convivido também com a pandemia do novo coronavírus, um fator pelo qual ninguém esperava que mudou por completo a maneira com que vivemos e nos locomovemos.

O transporte público, além de seguir com as habituais dificuldades e necessidade de investimentos, vive um momento crítico por trazer riscos de contágio pela covid-19 devido à possibilidade de trafegar com muitas pessoas.

Para quem depende de transporte público e já admite um cenário, não pessimista, mas realista, em que as projeções não apontam ‘a vida normal’ de volta em um período tão breve (até chegar a tão esperada vacina em 2021), ser infectado pelo vírus passa a ser um grande medo. Ao se dar conta da gravidade do momento, grande parte dessas pessoas passa a tratar a questão sobre como irão se locomover como prioridade. É quando, finalmente, a motocicleta passa a ser vista como uma factível solução de mobilidade por ser um meio de transporte individual que praticamente não oferece risco de contágio.

Vantagens de scooters e motos

Quem optar por uma motocicleta ou por uma scooter como alternativa ao transporte público no período da pandemia, dificilmente deixará de utilizá-las quando a ‘vida normal’ voltar. Isso porque, mais do que cumprir o papel de veículos individuais com baixo risco de contágio, a experiência em usá-los apontará todas as suas outras vantagens, que sempre existiram e continuam a fazer de ambos uma das melhores e mais fáceis soluções de mobilidade para a nossa realidade.

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Motocicletas e scooters de entrada continuam a ser extremamente ágeis e econômicas, permitindo que jornadas e deslocamentos sejam feitos com maior rapidez. Elas ocupam menos espaço que os automóveis (em uma vaga pública de estacionamento para um carro, é possível estacionar até seis motocicletas) e, utilizando-as em vez dos transportes públicos, sobra tempo para outras atividades, o que pode ser considerado melhor qualidade de vida. Afinal, quem não gostaria de ter, em sua rotina, mais tempo para ficar com a família, estudar, se divertir ou mesmo para descansar?

Além disso, ambos continuam a ser acessíveis a ponto de uma parcela de financiamento ser inferior ao gasto mensal que muitos têm com transporte, e seguem com a característica de demandarem baixa manutenção, cujo custo é significativamente inferior ao de um automóvel.

Novos hábitos

Não bastando todos esses argumentos, ainda pesa a favor das motocicletas e scooters uma questão que pode ser considerada como a de inclusão social, pois, além de servirem ao propósito do deslocamento, ainda podem facilitar ao cidadão o seu acesso a atividades de lazer e cultura, bem como conduzi-lo a passeios e viagens.  Enfim, que a pandemia está nos obrigando a repensar nossas vidas e mudar nossos hábitos, isso é fato. Mas também é fato que ela vai passar e, certamente, aprenderemos muitas lições que poderão melhorar a forma como vivemos. Umas delas é que, mais que um meio de transporte com mínimo risco de contágio em meio a uma pandemia, motocicletas e scooters são veículos inteligentes, que, se utilizados de forma correta, podem contribuir de maneira positiva para melhorar a mobilidade de milhões de pessoas, refletindo em menos trânsito nos grandes centros e em maior qualidade de vida ao cidadão.”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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