Meios de transporte

Duas motoristas contam como é fazer viagens rodoviárias pelo Brasil

Aos poucos, elas começam a aparecer mais nas rodovias. Veja histórias de condutoras que cruzam estados levando passageiros de todo o país

2 minutos, 2 segundos de leitura

08/03/2022

Por: Redação Mobilidade

Motorista mulher
Andrea Rodrigues de Souza começou a dirigir com o pai. Foto: Divulgação

A carioca Andrea Rodrigues de Souza, 50 anos, dirige vans e micro-ônibus há 29 anos. Já ônibus grande, ela dirige desde 2006. Funcionária da empresa de fretamento Pedra Azul, parceira da Buser, startup brasileira de fretamento colaborativo, desde 2019, ela é uma das responsáveis pela linha Vitória (ES) x Belo Horizonte (MG). Faz esse trajeto três vezes por semana. Antes disso, fazia a linha Vitória x Rio de Janeiro, pela empresa Porto Velho. 

Por se tratar de um trajeto longo, de mais de 500km, ela conta com a presença de um segundo motorista, para revezar a partir da metade da viagem. Geralmente quem vai como motorista-reserva de Andrea é o marido, Anieliton Breno Sayster Moreira Martins, funcionário da mesma empresa. 

Eles se conheceram na profissão, quando Andrea ainda morava no Rio de Janeiro, e trabalhava na empresa Turispall, fazendo a linha Rio x BH. Os dois se viram pela primeira vez na garagem em BH, aí começaram a namorar. Sobre o gosto pela profissão, ela afirma que não se vê trabalhando em outra coisa. “Meu pai era motorista, ele que me ensinou a dirigir. Logo tomei gosto pelo volante, trabalho desde os 21 anos com isso. Amo dirigir, não me imagino em outra profissão”, afirma a carioca.

Do transporte escolar para as estradas

Wanilda, a Nina, começou a dirigir aos 21 anos. Foto: Divulgação

Wanilda Cristina Moraes Brandão, a Nina, trabalha na Vivitur Turismo. Com habilitação desde os 18 anos, começou a dirigir ônibus aos 21, entrando para o negócio da família, que operava com transporte escolar na época. Mineira de Belo Horizonte, ela passou anos fazendo trajetos com crianças até que teve uma gravidez de risco, precisando se afastar. No ano seguinte, Wanilda se juntou ao marido, que tinha uma empresa de turismo junto com o pai. 

Depois que a filha nasceu, ela decidiu se desfazer do negócio voltado ao transporte escolar e, juntos, eles compraram um novo ônibus para ela cuidar. Hoje, a motorista faz o trajeto BH – Brasília, também se revezando com o esposo como condutor reserva.

Durante a semana, Wanilda passa mais tempo no escritório, cuidando do administrativo da empresa. Aos finais de semana, volta sempre para a estrada. “Se me perguntarem se quero parar, vou dizer com certeza que não. Adoro dirigir, me encontro no volante, me passa calma”, afirma Nina.

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