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Meios de transporte

Tecnologia vem para acabar com informalidade nas estradas

O avanço da tecnologia pode auxiliar em soluções que apoiam a formalização de transportadores autônomos no país.

2 minutos, 32 segundos de leitura

24/11/2020

informalidade caminhoneiros
Foto: Getty Images

Empresas de tecnologia desenvolvem novas soluções para apoiar a formalização e a digitalização e pôr fim às práticas abstratas e às remunerações injustas.

Os transportadores autônomos de carga, profissionais que movimentam, literalmente, a economia do País, em pleno 2020, ainda sofrem muito com a informalidade em sua atividade profissional. O universo estradeiro é um dos maiores mercados informais do Brasil, isso ocorre porque, em pleno século 21, ainda circula pelas estradas brasileiras uma moeda ilegal e paralela que faz com que caminhoneiros sejam remunerados de forma inadequada pelos seus serviços. É muito comum que esses empreendedores prestem seus serviços em trajetos de milhares de quilômetros sem ter qualquer recurso financeiro. 

Infelizmente, é uma prática bem comum no setor em que caminhoneiros circulam recebendo apenas bilhetes e vales de abastecimento, chamados de ‘carta-frete’. Devido à tamanha importância que esses profissionais exercem sobre a economia do País, novas empresas de tecnologia, percebendo a oportunidade de atualização tecnológica desse segmento, estão desenvolvendo soluções inéditas para apoiar a formalização e a digitalização desse mercado, objetivando acabar de vez com as práticas abstratas e as remunerações injustas.

Caminhoneiros empoderados

Com esse propósito em mente, aplicativos e fintechs estão implantando ferramentas contemporâneas que empoderam empresas e caminhoneiros digitalmente, a fim de formalizar seus negócios. É importante salientar que, para contratar um transportador autônomo de carga (TAC), é mandatório que o contratante emita, junto à Agência Nacional do Transporte Terrestre (ANTT), um Código de Identificação de Operação do Transporte, conhecido como Ciot. É imprescindível também que os caminhoneiros recebam o valor do frete por um meio de pagamento homologado pela agência.

Todo esse processo burocrático que, no passado, requeria muito esforço e energia, hoje, pode ser cumprido quase que instantaneamente para o meio de sistemas na nuvem ou aplicativos especializados, possibilitando com que empresas contratantes de fretes cumpram suas obrigações fiscais e que os caminhoneiros tenham visibilidade sobre seu faturamento e recebíveis.

Carteira digital

O grande acelerador do processo de digitalização das finanças das estradas será o recém-chegado Pix, que realiza transações financeiras digitalmente e fará com que motoristas e empresas façam seus pagamentos e recebimentos instantaneamente, popularizando a utilização dos smartphones como carteira digital nas rodovias pelo País afora. 

Os novos players financeiros e seus modelos de negócio disruptivos libertarão também os donos de comércios das amarras tradicionais dos meios de pagamento – como a necessidade de maquininhas, de redes, de bandeiras, entre outros adereços arcaicos.  As fintechs entram criando conveniência para seus usuários pagadores e comerciantes – em um processo menos burocrático, terminando com a informalidade do setor de transportes que era justificada pela dificuldade que os profissionais encontravam sem o uso da tecnologia. É o início do fim da informalidade imperante entre os transportadores autônomos de cargas. É o fim do papel-moeda nas estradas brasileiras.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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