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Mobilidade com segurança

5 dicas para evitar armadilhas urbanas  

Além do trânsito congestionado, andar de moto na cidade exige atenção ao asfalto, que pode esconder perigos para motociclistas

3 minutos, 46 segundos de leitura

15/06/2022

Por: Arthur Caldeira

Buracos no asfalto e as tampas de bueiro abertas podem causar acidentes. À noite, a atenção deve ser redobrada. Foto: Getty Images

A grande maioria das motocicletas vendidas no Brasil é composta por modelos de uso urbano. Segundo dados da Abraciclo, associação das fabricantes do setor, as motos de baixa cilindrada (até 160 cm³) representam mais de 80% das vendas no varejo.

Embora muitos motociclistas iniciantes tenham receio de pegar estrada e se sintam mais seguros ao pilotar na cidade, é importante ficar atento, pois as ruas e avenidas de uma metrópole como São Paulo escondem diversos perigos para andar de moto.

Tampas de bueiro, buracos no asfalto, linhas de pipa e até o uso de tinta incorreta na sinalização horizontal podem dar um susto nos motociclistas ou, até mesmo, causar uma queda. Listamos algumas armadilhas urbanas para você prestar atenção quando pilotar na cidade.

1 – Asfalto ruim e buracos

Quem roda de moto pela capital paulista já percebeu que o estado do asfalto de nossas ruas e avenidas está cada vez pior. Além das ondulações, que desestabilizam a moto, o grande perigo são mesmo os buracos. Ainda mais à noite, pois é mais difícil de enxergá-los.

Os buracos menores podem rasgar o pneu da sua moto e causar prejuízo, enquanto as “crateras” podem até levá-lo ao chão – ainda mais se você pilota uma scooter de roda pequena. Para evitar cair em buracos, mantenha o sistema de iluminação da sua moto em ordem e também fique atento ao piso. Evite rodar muito grudado em outros veículos à sua frente, porque você pode cair em um buraco sem vê-lo. Também mantenha uma velocidade condizente com a via.

2 – Bueiros e obras

Outro perigo são as tampas de bueiro. Como são feitas de metal, ficam escorregadias em dias de chuva. Portanto, evite passar por cima delas; mas, se for inevitável, não freie ou acelere bruscamente. A dica também vale para as grelhas e tampas metálicas usadas em galerias e muitas obras urbanas.

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3 – Linhas de pipa

Outra ameaça aos motociclistas são as linhas de pipa com cerol, também chamadas de linhas “chilenas”, principalmente para aqueles que pegam estradas na região metropolitana de São Paulo (SP). Embebidas em uma solução de cola e vidro moído, esse tipo de linha é proibido, pois pode enroscar no motociclista, causando ferimentos e, em casos mais graves, até a morte. Segundo a Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), são registrados mais de 100 acidentes por ano com linhas de pipa com motociclistas e até ciclistas.

A melhor maneira de se proteger são as antenas antilinha de pipa. Fixadas ao guidão, elas têm um gancho na ponta, que corta a linha e evita lesões nos motociclistas. Também existem protetores de pescoço, reforçados, que evitam que a linha com cerol cause algum corte. Outra dica é ficar atento ao clima: se estiver sol e vento, é provável que a garotada vá colocar as pipas para voar. Nesse caso, redobre a atenção.

4 – Películas automotivas

Outro perigo para os motociclistas são as películas automotivas que escurecem os vidros. Embora haja regras e limites de transparência, determinados pelo Conselho Nacional de Trânsito, muitos motoristas não os respeitam e aplicam filmes mais escuros do que o permitido. Isso prejudica tanto a visão do motorista, para enxergar a moto, como a do motociclista, que não consegue ver as atitudes do motorista.

Nesse caso, não há muito como evitar esse problema, já que, segundo pesquisas, cerca de 30% dos motoristas usam esse tipo de película. Mas vale ficar atento ao conduzir sua moto ao lado de um veículo com película escurecedora: esteja consciente de que o motorista talvez não o tenha visto e assuma uma postura defensiva, antes de ultrapassá-lo.

5 – Óleo na pista

Outra “armadilha” que derruba muitos motociclistas é óleo na pista. Geralmente, trata-se de óleo diesel derramado por caminhões e ônibus que têm o tanque rompido ou perdem a tampa ao abastecer.

Como é quase impossível evitar a queda, o ideal mesmo é não passar sobre a mancha de óleo. Nessa hora, você vai precisar de dois dos seus sentidos: visão, para enxergar a mancha, que costuma ter um brilho azulado no asfalto, e desviar a tempo, e olfato, para sentir o cheiro de óleo diesel derramado.

Redobre a atenção em vias em que há muitos caminhões, como as marginais dos rios Tietê e Pinheiros, e também nas saídas de postos de combustível. 

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