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Mobilidade com segurança

Da habilitação para a prática diária

A importância da direção defensiva para a segurança de motoristas, pedestres e ciclistas

2 minutos, 52 segundos de leitura

20/05/2022

Por: Daniela Saragiotto

Para alguns especialistas, formação mais efetiva em direção defensiva seria uma estratégia eficiente para reduzir os altos índices de acidentes, principalmente envolvendo os mais jovens. Foto: Getty Images

Direção defensiva é uma forma de condução que permite ao motorista reconhecer de forma antecipada situações de perigo, prevenir e até mesmo evitar acidentes envolvendo os ocupantes do veículo e outros usuários da via. Ela é uma exigência para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde 2005 e, mesmo com as alterações recentes no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), esse treinamento continua fazendo parte do processo para obtenção da CNH.

Mas o que é necessário para que esse tema passe de uma disciplina que as pessoas têm contato quando estão se habilitando para uma estratégia de direção praticada diariamente? De acordo com Sergio Avelleda, coordenador do núcleo de mobilidade urbana no laboratório de cidades Arq.Futuro, do Insper, os conhecimentos dos motoristas deveriam ser checados periodicamente.

“Nenhuma profissão tem carteira vitalícia. Pilotos de avião possuem suas habilidades testadas todos os anos. Por que com os motoristas é diferente?”, indaga. Ele afirma que os condutores só retomam as aulas em situações extremas, como quando têm a carteira cassada. “Com o tempo, as pessoas adquirem vícios de direção, veículos incorporam novas tecnologias e normas de trânsito mudam. Daí, a importância da atualização constante”, explica Avelleda.

Para José Montal, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), uma formação mais efetiva em direção defensiva seria uma estratégia eficiente para diminuir os altos índices de acidentes, principalmente envolvendo os mais jovens. “Em algumas faixas etárias, os sinistros de trânsito se colocam como a primeira entre todas as causas de morte”, afirma Montal.

Para Avelleda, isso é resultado do fato de que os motoristas brasileiros não são treinados para perceber os riscos envolvidos na direção. “Deveria fazer parte da formação entender e se colocar no lugar de todos os que atuam no trânsito, como pedestres e ciclistas. O que certamente formaria motoristas mais conscientes”, completa Avelleda.

Cinco eixos da segurança

De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os riscos no tráfego se relacionam com cinco fatores: veículos, condutores, vias de trânsito, ambiente e comportamento. Com base nas orientações do órgão, reunimos algumas das principais recomendações para que todos possam relembrá-las e praticar um trânsito mais seguro diariamente.

Eixo 1 – Veículo: reúne as principais orientações de manutenção preventivas de todos os componentes, acessórios e equipamentos dos veículos, tanto internos como externos

Eixo 2 – Condutor: diz respeito às condições gerais da(o) motorista, importância de estar descansada(o) ao dirigir e não ingerir substâncias que causem sonolência, entre outros aspectos

Eixo 3 – Vias: ressalta a importância de a(o) motorista compreender a dinâmica viária para a prevenção de acidentes, como respeito à sinalização de trânsito, regras de ultrapassagem e proibição do tráfego em acostamentos

Eixo 4 – Ambiente: reforça a importância de ter certos cuidados ao trafegar com chuva, neblina, cerração ou fumaça, como acionar a luz baixa do farol, aumentar a distância do veículo da frente e reduzir a velocidade

Eixo 5 – Comportamento: concentra recomendações como respeitar a distância correta do veículo da frente, sinalizar nas conversões, zelar pela segurança de pedestres e ciclistas e desembarcar de forma segura

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