Mobilidade com segurança

Motocicletas já apresentam sistemas de segurança sofisticados

Tecnologias desenvolvidas pela Bosch, como freios ABS, são aliadas para aumentar a segurança do condutor

3 minutos, 40 segundos de leitura

29/06/2021

ABS e MSC para motos diminuem riscos de acidentes fatais. Foto: Divulgação Bosch

As tecnologias de segurança para os automóveis estão avançando a passos largos, mas as motocicletas também ganham, aos poucos, novos dispositivos para preservar a integridade dos condutores. Uma das grandes preocupações do motociclista diz respeito à frenagem. Parece bobagem, mas um erro na hora de frear a moto pode causar um acidente sério.

Desde 2019, a legislação determina que motos acima de 300 cilindradas vendidas no Brasil devem ter ABS. No entanto, modelos abaixo dessa cilindrada já começam a oferecer o equipamento como diferencial de mercado. Para se ter ideia, em 33 países o ABS para motos de 125 cilindradas já é obrigatório.

“O ABS evita o travamento da roda em uma frenagem mais brusca, sem comprometer a dirigibilidade”, afirma Michel Braghetto, gerente de marketing da Bosch. Isso acontece porque sensores nas rodas enviam informações para o módulo de processamento eletrônico, o qual define então a pressão máxima a ser aplicada nos freios sem que a roda trave. Estudos da Bosch apontam que 47% dos motociclistas freiam de maneira errada e 33% não freiam antes da colisão.

De acordo com Braghetto, a introdução do ABS pode trazer benefícios consideráveis aos motociclistas. Segundo as estatísticas, tem potencial de 30% de redução de acidentes, 40% menos acidentes fatais e 22% de diminuição de perdas materiais. “Com a chegada das motocicletas elétricas, existem estudos para instituir o ABS levando em conta a velocidade da moto e não a cilindrada”, revela Braghetto. 

Sistemas avançados de assistência

O controle de estabilidade para motos (MSC) é mais um item importante para aumentar a segurança sobre duas rodas. A exemplo do ABS, ele impede que as rodas travem, mas sua função vai além. “Nas curvas, sensores de inclinação e de aceleração não deixam que ela perca a trajetória e faz a correção, freando uma das rodas ou acelerando para a moto recuperar a estabilidade”, explica. 

Ele acrescenta que, mesmo se o motociclista acionar o manete ao máximo, o controle de estabilidade controla a frenagem e distribui automaticamente a força nas rodas.

Assim como nos automóveis, alguns modelos trazem sistemas avançados de assistência aos condutores, que reúnem tecnologias essenciais desenvolvidas pela Bosch. Mas elas ainda não são obrigatórias e estão presentes somente em modelos premium. “Um de cada sete acidentes envolvendo motos poderia ser evitado com essas tecnologias”, garante Braghetto.

O pacote de segurança inclui o piloto automático adaptativo (ACC). Ele ajusta a velocidade de acordo com o tráfego, mantendo distância adequada e segura do veículo da frente. “Graças ao ACC, o motociclista pode se concentrar em outros detalhes da estrada e do trânsito”, salienta Braghetto. 

Comunicação entre as motos

Outro recurso é o aviso de colisão traseira (FCW), no qual um radar instalado na parte frontal da moto define a distância do veículo da frente e alerta sobre os riscos de acidente com sinais visual e sonoro.

Já a detecção de ponto cego (BSD) utiliza um radar instalado na traseira da moto para identificar a aproximação rápida de outro veículo ou a presença destes em áreas de difícil visibilidade, o chamado ponto cego. Isso evita que o motociclista mude de faixa inadvertidamente, correndo o risco de provocar um acidente. “Quando um carro ou uma moto se aproximam rápido ou estão no ponto cego, sinais óptico e sonoro previnem o motociclista”, destaca o gerente de marketing. 

Braghetto afirma que os sistemas avançados de assistência trabalham de maneira individualizada, embora sejam interdependentes. “O aviso de colisão traseira e o sensor de ponto cego precisam dos radares para funcionar. O piloto automático adaptativo (ACC) utiliza esses mesmos sensores e também o controle de estabilidade para motocicletas (MSC). São recursos que aproveitam a tecnologia embarcada das motos”, diz.

Ele projeta que, no futuro, a conectividade permitirá a comunicação entre as motocicletas e também com a sinalização das cidades, além da possibilidade de efetuar chamadas de emergência em caso de necessidade de socorro. “A sincronização com o sistema de semáforos poderá otimizar a velocidade e definir as preferências da forma de dirigir com mais segurança e conforto”, prevê.

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