Mobilidade para quê?

5 motivos pelos quais o rodízio pode ser suspenso

Saiba o que leva as autoridades a cancelarem temporariamente a restrição veicular

2 minutos, 53 segundos de leitura

22/12/2020

Por: Daniela Saragiotto

5 motivos pelos quais o rodízio pode ser suspenso
Foto: Getty Images

Também chamada de Operação Horário de Pico pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o rodízio municipal de São Paulo começou a operar em 1997 para mitigar os efeitos dos congestionamentos no trânsito e na qualidade do ar da cidade. De maneira geral, o rodízio leva em consideração o final da placa do veículo e é válido em duas faixas de horário ao longo do dia: das 7h às 10h e das 17h às 20h. De lá para cá muita coisa mudo: em 2008, a Prefeitura estendeu o rodízio para a circulação dos caminhões dentro do Centro Expandido, mas ele segue firme na rotina da população. Há, porém, situações que podem causar a suspensão do rodízio em determinados momentos, bem como algumas profissões podem ser liberadas dele. Entenda, a seguir, como isso funciona. 

1. Automóveis “limpos”

Desde maio de 2014, há uma lei, aprovada pela Prefeitura de São Paulo, que isenta do rodízio carros elétricos, híbridos ou movidos a hidrogênio emplacados na cidade. Além disso, a Lei 15.997/14 autorizou incentivo tributário ao uso de carros limpos com propulsão alternativa, cujos proprietários receberam de volta 50% do IPVA. A devolução do imposto é limitada a R$ 10 mil, válida por cinco anos, e o valor do carro não pode exceder a R$ 150 mil.

2. Final de ano

O rodízio também sai de férias: costumeiramente, ele é suspenso por algumas semanas durante o período de festas de fim de ano e férias de verão, quando ocorre uma redução no volume de tráfego da cidade. Também pode ser cancelado durante dias úteis intercalados com feriados. Mas é bom reforçar que, em todos os casos, a suspensão só é válida se for previamente comunicada para a sociedade e divulgada pelos veículos de comunicação.

3. Finais de semana

A escala do rodízio nunca se alterou desde que o rodízio começou a operar, em 1997 (veja na tabela). Dessa forma, ele não inclui os finais de semana, pois, nesses dias, a restrição é suspensa, por causa da considerável diminuição no tráfego dos veículos. Já os motoristas que forem flagrados violando a regra de circulação são autuados com multa no valor de R$ 130,16, além de quatro pontos na Carteira de Habilitação Nacional.

4. Greve, alagamentos e outros

As autoridades competentes podem suspender o rodízio, também, em qualquer momento, quando acontecimentos alterarem a rotina da cidade. Alguns exemplos frequentes são greves nos transportes públicos, calamidades públicas como os alagamentos que paralisaram São Paulo no dia 10 de fevereiro, entre outros.

5. Serviços essenciais

Uma ampla lista de profissionais está isenta – desde que cadastrados no site da Prefeitura e aprovados. São eles, de maneira geral, considerados trabalhadores nas funções essenciais. Alguns exemplos são transporte urbano e escolar, profissionais na área da saúde, como médicos, enfermeiros, médicos veterinários, entre outros, agentes que executam serviços administrativos, Guarda Municipal, segurança, vigilância, manutenção e limpeza de estabelecimentos hospitalares, de assistência médica e laboratoriais, transporte de produtos perecíveis, pessoas com deficiência, entre outros

Saiba como o rodízio funciona na cidade

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Terça-feira3 e 4
Quarta-feira5 e 6
Quinta-feira7 e 8
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