Mobilidade para quê?

5 projetos que promovem a acessibilidade urbana

Iniciativas ao redor do mundo podem inspirar transformação de cidades em prol de vias mais acessíveis

2 minutos, 36 segundos de leitura

07/07/2021

Por: mobilidade

A Escola Votorantim é exemplo de projeto para espaços públicos acessíveis. Foto: Grupo SP/Reprodução

A Lei nº 10.098, sancionada em dezembro de 2000, prevê que toda pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida tenha acesso a estabelecimentos públicos. A legislação também estabelece critérios e normas para a sua promoção. No entanto, essa realidade parece distante do planejamento urbano de cidades brasileiras.

Governos Federal, Estadual e Municipal têm responsabilidade sobre a regulação de calçadas em vias públicas. Já em espaços privados, mesmo que sejam de uso público, a acessibilidade é de obrigação do proprietário. Em ambos os casos, projetos já difundidos ao redor do mundo podem inspirar mudanças em favor da igualdade do acesso. Confira alguns deles.

1. Escola Estadual Votorantim: São Paulo, Brasil

Uma reforma projetada por arquitetos do Grupo SP na Escola Estadual Votorantim, em São Paulo (SP), trouxe acessibilidade para alunos com deficiência visual. A solução encontrada foi utilizar placas podotáteis (que podem ser sentidas com os pés), além de rampas e corrimões nas áreas comuns.

2. AccessMap: Washington, Estados Unidos

Cidade de Seattle, nos Estados Unidos, já tem mapeamento de caminhos mais acessíveis. (Fonte: Pexels)

Partindo do Google Maps, um estudo da Universidade de Washington (EUA) deu origem ao AccessMap. O aplicativo atualiza os mapas em tempo real, identificando as melhores rotas para as pessoas com deficiência conforme a necessidade delas — ele já é usado em Seattle.

3. Sweetwater Spectrum: Califórnia, Estados Unidos

Organização estadunidense propõe moradias adaptadas para autistas. (Fonte: Seetwater Spectrum/Reprodução)

Pessoas com transtorno do espectro autista podem ter dificuldades relacionadas à localização e associação de informações. O desafio do projeto Sweetwater Spectrum é facilitar o acesso desses indivíduos e melhorar a habitação deles.

Para tanto, a entidade definiu um modelo ideal de construção e design de casas que deve incluir linhas simples e claras, espaços amplos que permitem visualização completa, ruídos mínimos em áreas de ventilação, calefação, bem como redução de estímulos visuais e sensoriais com utilização de tons neutros e priorização de luz natural.

4. Design universal: Singapura

Países asiáticos promovem mudanças nos projetos urbanos de acordo com o perfil da população. (Fonte: Pexels)

Para lidar com o processo de envelhecimento populacional, o país asiático precisou estabelecer uma regulamentação para as construções com o objetivo de permitir fácil entrada e circulação de pessoas com dificuldades na locomoção.

Entre os critérios estabelecidos estão espaços livres (sem colunas e pilares), balcões baixos, corrimão dos dois lados em escadas, sistemas para filtragem de ruídos, indicações em braile, guias de acesso e indicações de fácil leitura.

5. Acessibilidade no transporte público: Brasil

Maior cidade do Brasil tem frota com cerca de 15 mil ônibus regulamentados. (Fonte: Pexels)

O transporte público urbano também merece atenção quando o assunto é o acesso igualitário a todos. No Brasil, ele foi regulamentado com a Lei de Acessibilidade. Desse modo, o Decreto nº 5.296/04, publicado em 2004, determina que os ônibus fabricados depois dessa data sejam adaptados para deficientes.

Além de propostas como essas, medidas simples como mapas e pisos táteis, placas sinalizadoras com visualização facilitada, rampas, corrimãos, guarda-corpos, barras de apoio e sanitários adaptados são caminhos para promover acesso de forma igualitária.

Fonte: Presidência da República, University of Washington, Population Pyramid, Sweetwater Spectrum, Grupo SP.

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