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Embaixadores

Guilherme Cavalcante

CEO e fundador da Ucorp.App, primeira startup de tecnologia e soluções de mobilidade corporativa focada em veículos elétricos do Brasil.

Inovação

A sopa de letrinhas que irá revolucionar a mobilidade

A união de inteligência artificial e internet das coisas (artificial intelligence of things) promete mudar a experiência de uso de serviços no dia a dia

15/09/2020 - 4 minutos, 34 segundos


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Em meio a tantas notícias negativas, 2020 também vai se firmando como um ano exponencial para o ecossistema de mobilidade. Com DNA de tecnologia de ponta e muitos dados, todos estão flertando com as siglas ESG, LTE, Aiot e MaaS. Serão elas, ou melhor, são elas que ditam a maneira que vamos lidar no curtíssimo prazo com as alternativas de transporte.

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ESG (do inglês environment, social and governance). A sigla tem sido utilizada para avaliar empresas de acordo com seus impactos e desempenho em três áreas: meio ambiente, social e governança corporativa.

Os primeiros compromissos públicos envolvem mobilidade e mitigação de impactos socioambientais na comunidade à sua volta e metas para aumentar a diversidade de seus colaboradores. Um exemplo é o Itaú Unibanco e seu patrocínio com o Tembici, maior player de bikes compartilhadas da América Latina. Marketing?

Sim, mas com impacto direto na neutralização da pegada de carbono do banco. Apple e Microsoft vão na mesma direção e pretendem zerar seus déficits até 2030. A Amazon foi mais ambiciosa e declarou que até 2025 vai substituir toda energia de suas operações para renováveis e até 2040 não irá mais emitir CO2.

Está claro o impacto das novas soluções de mobilidade no ecossistema. Junte aí o conceito de eletromobilidade e permita se imaginar num filme de ficção. Só que não – é o futuro logo aí.

LTE (sigla em inglês para low touch economy). Refere-se a um formato sem contato e digital de fazer negócios, seja entre marcas, seja entre consumidores. A nova economia ‘startupada’ marca a chegada de uma era ‘zero contato’, que nasceu durante a pandemia.

Não à toa, o Mercado Livre ultrapassou a mineradora brasileira Vale e se tornou a companhia mais valiosa da América Latina, sendo avaliada em R$ 336,6 bilhões após anunciar os resultados das melhorias no controle de fraudes e governança, além, claro, do crescimento de mais de 800% no volume de compras online e entregas.

Na linha LTE, destaque para os lançamentos dos showrooms digitais das montadoras BMW e GM, onde o consumidor escolhe o veículo e conta com ofertas e condições especiais geolocalizadas praticadas por concessionários locais.

Em breve, consumidores e empresas (vendas diretas B2B) poderão escolher e agendar test drive de veículos novos e seminovos, a combustão, híbridos e elétricos, finalizar a compra ou a locação 100% online e ainda receber o veículo em casa, sem nenhum contato humano, tudo pelo app.

A solução mitiga o contágio e a expansão da covid-19, destrava a digitalização na jornada de compra e é, sem dúvida, uma revolução no segmento.
AIOT.

É a união de inteligência artificial e internet das coisas (artificial
intelligence of things) que promete mudar a experiência de uso de serviços no dia a dia. Essa metodologia está apoiada em três grandes fatores:


1 – A chegada da tecnologia 5G e a velocidade consistente de troca de informações entre objetos conectados a bancos de dados cloud, em tempo real. É fator-chave para início de testes com veículos autônomos em centros urbanos.

2 – O uso de tecnologia de ponta nos algoritmos de inteligência artificial e machine learning para desenvolver serviços e produtos digitais, tornando suas operações mais eficientes, mais escaláveis e mais baratas. As vendas preditivas de serviços e produtos já são realidade graças a essa inteligência.

3 – Big data. Um olhar romântico e estatístico para os dados gerados pelos usuários e pelos objetos conectados com uma capacidade de armazenamento de dados jamais vista na história.

Os serviços cloud, como Google Clouds, AWS, da Amazon, e Azzure, da Microsoft, juntos, processam mais de 1 bilhão de gigabites diariamente, com objetos conectados em cidades, como os bilhões de celulares e smart watches, assistentes de voz do Google Home e Alexa da Amazon.

Ou, também, os milhões de veículos Tesla, os ônibus e caminhões elétricos da BYD, os semáforos inteligentes da Siemens, os carregadores de veículos elétricos da EDP Smart, com sistema de gestão VoltBras (startup de gerenciamento de recarga de veículos elétricos). É uma revolução silenciosa e sem volta.

MAAS,ou mobility as a service, é a “assinatura digital” de produtos como serviço e substitui a compra convencional de um bem. O melhor exemplo de revolução “as a service” foi a popularização do streaming de músicas e filmes on demand, que levou ao fim da locação ou compra de DVDs no varejo.

On demand

Na mobilidade urbana, o movimento é parecido, e os deslocamentos e serviços “sob demanda” serão acionados por aplicativos, um exemplo é a plataforma da startup Ucorp.app www.ucorp.app, em que empresas contratam on demand produtos customizados em aplicativos e algoritmos que se adaptam às suas regras de negócio e governança para fazer gestão e compartilhamento de milhares de veículos corporativos.

O modelo é semelhante ao AirBnB, maior gestor de hospedagens do mundo, sem ter nenhum imóvel, gerando ganhos de eficiência, praticidade, redução de custos e dados estruturados que estão reinventando a forma de viver em centros urbanos.

Independente de gravar as siglas, é certo que o jeito de se locomover está perto de uma revolução. Silenciosa, inteligente e brutal.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Estadão

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