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Mobilidade para quê?

Vitória europeia inédita na Stock Car

Na etapa de Interlagos, que aconteceu no último final de semana, piloto português vence, mas não pontua

Alan Magalhães

18/05/2021 - 3 minutos, 30 segundos


O português António Felix da Costa (carro 13) foi o primeiro europeu a vencer uma etapa regular da Stock Car. Foto: Duda Bairros

Era para ser um dia de arquibancadas lotadas no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, onde, no último final de semana, aconteceu a disputa da segunda etapa da temporada 2021 da Stock Car Pro Series. No domingo de sol e temperatura amena no circuito paulistano, convidados dos camarotes e visitação aos boxes deveriam lotar os espaços, como de praxe. Mas nada disso foi possível, em função da pandemia da covid-19 que ainda assola e assusta o mundo.

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Portanto, as emoções são acompanhadas pela TV, pela internet e por jornais, canais que atestam a popularidade da Stock Car por meio da alta audiência registrada até aqui. E quem acompanhou a competição em casa, viu a estreia de uma novidade: o aumento da duração das provas.

A covid-19 alteraria, também de última hora, o mapa de competidores, quando o paulista Ricardo Maurício, atual campeão, testou positivo, impossibilitando assim sua participação. Vencedor em Goiânia, “Ricardinho” não teve a oportunidade de experimentar o novo formato das duas provas. Concebido para proporcionar disputas o tempo todo, a partir de agora, em vez de uma corrida de 25 minutos, seguida de outra, de 20, teremos duas corridas de 30 minutos, intercaladas por apenas duas voltas de alinhamento em movimento, ou seja, uma hora inteira de emoção.

Com a ausência do Ricardinho, a equipe RC Eurofarma convidou o português António Felix da Costa para acelerar o carro 13, uma semana depois de triunfar nas ruas de Mônaco, no Mundial de Fórmula E. Digamos que se trata de um quase velho conhecido da Stock Car, na qual já correu como convidado nos anos de 2015, 16, 17 e 18, com quatro pódios em cinco provas disputadas.

Corrida principal

A chamada corrida principal, pois dá mais pontos que a segunda, foi vencida pelo paranaense Gabriel Casagrande, uma das grandes revelações da nova geração, que, largando na pole position, se defendeu dos ataques dos paulistas Allan Khodair e Diego Nunes. Na disputa, Casagrande e Nunes chegaram a se tocar, resultando em penalização de 5 segundos acrescidos ao tempo do piloto de Pato Branco (PR).

Nenhuma penalização foi imposta a Nunes, mas Khodair recebeu uma advertência pela condução agressiva. O episódio tornou-se decisivo na corrida, pois obrigou Casagrande a acelerar forte e cruzar a bandeirada a mais de 5 segundos de Khodair se quisesse vencer. Com vantagem de 569 milésimos de segundo, o paranaense faturou a primeira vitória da nova equipe A. Mattheis/Vogel, fusão de dois dos mais respeitados chefes de equipe da categoria: Andreas Mattheis e Mauro Vogel.

Estratégia Certeira

Largando apenas na 18a colocação do grid, fruto de uma rodada na volta rápida do classificatório, Felix da Costa desenhou, com sua equipe, uma estratégia que pouparia equipamento na primeira prova e deixaria o carro em condições de disputar a vitória na segunda. Deu certo. O português fez história ao tornar-se o primeiro piloto europeu a vencer na Stock Car.

Porém, de acordo com o regulamento, o atual campeão da Fórmula E não levou os pontos da vitória. Por não ser aliado à Confederação Sul-Americana de Automobilismo (Codasur), não teve direito aos pontos. Todos os outros pilotos do grid são aliados ao órgão e não houve tempo para inscrevê-lo lá. Mas isso foi bom. Seus pontos foram herdados por Daniel Serra, seu companheiro de equipe, que saiu de Interlagos na liderança da tabela, com 68 pontos, três a mais que Bruno Baptista e cinco à frente de Átila Abreu.

Mas poderia ter sido diferente. A poucos metros da bandeirada, Gaetano di Mauro vinha com muito mais ação e a ultrapassagem sobre Serra e Guilherme Salas, que duelavam lado a lado pela segunda colocação, parecia certa, a não ser pela escolha da trajetória, entre os dois carros concorrentes,
que resultou em um acidente de grandes proporções, com a decolagem do Cruze de Gaetano, que passou a noite em observação no hospital, tendo sido liberado na manhã seguinte, sem nenhuma consequência física grave.

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