Voltar
Mobilidade para quê?

Bikes abandonadas podem ser doadas e transformar vidas

Iniciativa recolhe bikes paradas com objetivo de destiná-las a diversos projetos sociais

2 minutos, 22 segundos de leitura

21/07/2021

Por: Daniela Saragiotto

Doação de bicicletas pelo Instituto Aromeiazero para aldeia indígena em São Paulo. Foto: Divulgação Aromeiazero

O mercado de bikes aquecido – entre junho e julho de 2020, as vendas alcançaram aumento recorde de 118%, de acordo com a Aliança Bike – revela que muitas pessoas decidiram comprar uma nova bicicleta. No entanto, às vezes, os ciclistas não sabem bem o que fazer com as “magrelas” antigas, que acabam por ficar esquecidas em algum canto da casa ou abandonadas nas vagas de garagem dos edifícios.

“As bikes ficam sem uso e ocupam o espaço que poderia ser das novas. Notei isso no meu condomínio em 2011 e, na época, fiz uma campanha para doação. Foi dessa forma que nasceu o Aromeiazero”, diz Murilo Casagrande, diretor da associação que usa a bicicleta como instrumento de redução das desigualdades sociais.

Desde então, eles realizam um trabalho com os condomínios residenciais da cidade de São Paulo que consiste em identificar os equipamentos sem uso e obter autorização para enviá-los a projetos sociais.

Em 2020, em torno de 100 bicicletas foram recolhidas e encaminhadas pela associação. Neste ano, o Aromeiazero fez uma parceria com o SíndicoNet, plataforma de conteúdo e serviços para condomínios, que tem divulgado a campanha em toda sua rede e estendendo o alcance da ação. Batizada de Bike Parada Não Rola, a iniciativa já começou a recolher os equipamentos.

“Estamos satisfeitos em poder fazer a conexão dessa campanha com os condomínios residenciais da cidade de São Paulo e contribuir com um projeto tão importante. Assim como o Aromeiazero, nós também acreditamos que toda bicicleta é uma ferramenta de transformação social”, diz Julio Paim, CEO do SíndicoNet.

Todas as bicicletas recolhidas vão a diversos projetos sociais do Aromeiazero. Confira alguns exemplos: 

  • Viver de Bike, que dá aulas de mecânica e economia solidária a moradores da periferia
  • Rodinha Zero, que ensina crianças a pedalarem com autonomia e segurança sem rodinhas de apoio
  • Bike Arte, criado para fomentar a cultura por meio de oficinas de arte urbana, cultura da bicicleta e festivais itinerantes
  • Bazar da Bike, que faz manutenção dos equipamentos e depois os vende, em forma de bazar beneficente

Condomínios interessados podem se inscrever no portal SíndicoNet.

“No fim da campanha, vamos até o condomínio retirar as bikes, sem nenhum custo. Nossa expectativa para este ano é recolher em torno de 300 bicicletas, três vezes mais do que no ano passado”, explica Casagrande.

O público em geral também pode participar entregando suas bicicletas ou mesmo peças e acessórios no CDC Arena Radical, centro esportivo comunitário localizado na Vila Olímpia, na Praça Augusto Rademarker Grunewald, 37, das 14h às 18h. Mas é preciso fazer um agendamento prévio pelo formulário do Aromeiazero, que está disponível no portal SíndicoNet.

De 1 a 5, quanto esse artigo foi útil para você?
Quer uma navegação personalizada?
Cadastre-se aqui
0 Comentários

Você precisa estar logado para comentar.
Faça o login