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Mobilidade para quê?

Conheça propostas de Guilherme Boulos para ciclovias, mobilidade ativa e segurança no trânsito

Neste último post da série Eleições 2020 apresentamos algumas ideias de Guilherme Boulos para melhorar a mobilidade de São Paulo

26/11/2020 - 3 minutos, 54 segundos


Guilherme Boulos em fundo branco
Foto: Divulgação

Este é o quarto e último post sobre as propostas de mobilidade urbana dos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Aqui estão as ideias do candidato Guilherme Boulos. As propostas de Bruno Covas já foram apresentadas no Mobilidade.

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Nesta segunda parte da entrevista com Boulos, os temas são as ciclovias, a mobilidade ativa, além da segurança no trânsito da cidade de São Paulo.

Pensando nas ciclovias/ciclofaixas e sua importância crescente para a cidade durante e após a pandemia, quais são as principais propostas pensando na bicicleta como meio de transporte?  

Guilherme Boulos: É preciso valorizar a mobilidade ativa como solução integrada nos deslocamentos, e não como ação de marketing, como muitos têm feito. Para isso, é preciso planejamento e expansão de infraestrutura de qualidade para toda a cidade, não só no centro expandido. Não vamos fazer ciclorrotas, que são apenas a indicação pintada do símbolo do ciclista na rua, sem qualquer segurança para os ciclistas. Vamos cumprir o Plano Cicloviário com investimento massivo em ciclovias segregadas e ciclofaixas com tachões, obedecendo às regras da CET, com largura para atender entregadores e aos comércios. Vamos investir na criação e integração entre ciclovias, terminais de ônibus e estações de metrô, colocando bicicletários públicos acessíveis com o Bilhete Único em cada uma delas e em outros locais de grande concentração de comércio e empregos.

propostas candidato Guilherme Boulos
“Vamos cumprir o Plano Cicloviário com investimento massivo em ciclovias segregadas e ciclofaixas com tachões, obedecendo às regras da CET, com largura para atender entregadores e aos comércios”, Guilherme Boulos

Em relação à mobilidade a pé, e considerando os principais desafios como má pavimentação das calçadas, tempo insuficiente para travessia de pedestres nos faróis, entre outros – quais são as suas principais propostas? 

Guilherme Boulos: Os pedestres, junto com os motociclistas, são as principais vítimas do trânsito paulistano. Temos uma média de, praticamente, um pedestre morto por dia devido às condições inseguras de circulação. Vamos cumprir a Política Nacional de Mobilidade Urbana e dar à mobilidade ativa a prioridade garantida por lei na distribuição do espaço, na segurança e nos investimentos. Vamos fazer o Plano Emergencial de Calçadas, começando pela periferia, porque não faz sentido reformar primeiro uma calçada de qualidade regular em Pinheiros quando diversos locais estão abandonados. Vamos requalificar as calçadas de forma inteligente e com acessibilidade completa. Os semáforos terão tempo de travessia calculado para atender os mais idosos e aqueles com dificuldade de locomoção, e vamos instalar semáforos sonorizados, começando no entorno dos hospitais, para deficientes visuais.

Já as esquinas terão o avanço, como medida de acalmamento de trânsito e como forma de diminuir a distância de travessia do pedestre, reduzindo o número de atropelamentos. A mobilidade a pé passa também pelas condições de segurança e deve ser livre de obstáculos; então, os investimentos serão coordenados com as obras planejadas de enterramento da fiação, e com a modernização dos postes previstos para receber iluminação em LED. Em locais de alta demanda, vamos estudar a ampliação dos calçadões e a pedestrianização de algumas ruas, articuladas com o Plano de Mobilidade Logística, para aumentar o número de pessoas circulando nos centros comerciais e movimentar a economia local, principalmente na periferia. Seguindo os objetivos da Visão Zero, pretendo reduzir drasticamente as mortes no trânsito no mandato, fazendo de São Paulo uma cidade agradável, eficiente e segura para caminhar, em todas as subprefeituras.

Em relação à fiscalização de trânsito e ações de segurança de tráfego, quais as principais propostas?  

Guilherme Boulos: Em primeiro lugar, articular e integrar as ações da CET e da SPTrans, de modo que o tráfego de transporte coletivo seja efetivamente priorizado. Segundo, adotar a estratégia de que, no binômio clássico da engenharia de tráfego fluidez x segurança, temos prioridade absoluta para a segurança. Isso se desdobra em instalação de controle de velocidades, especialmente, em áreas residenciais e comerciais, sobretudo na periferia, sinalização com canalização para, naturalmente, “acalmar” o tráfego. Terceiro, modernizar os sistemas da CET, reduzindo indicadores de, por exemplo, tempo de remoção de interferências nas vias com tráfego saturado, como corredores e marginais.

As informações são de responsabilidade dos candidatos.

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